quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mais uma chacina assusta Rondônia


A Chacina de Jaci-Paraná, descoberta em Rondônia no final de 2011 e ainda sob investigação, é mais tragédia que ganha repercussão e suja a imagem do Estado.

No passado outras chacinas em Rondônia também ganharam espaço na mídia nacional:

- A Chacina de Corumbiara aconteceu em 09/08/1985 quando policiais entraram em confronto com camponeses sem-terra que estavam ocupando uma área, resultando na morte de 12 pessoas, entre elas uma criança de nove anos e dois policiais.

- A Primeira Chacina da Penitenciária Urso Branco ocorreu em 2002 e teve grande repercursão. No massacre presos mataram brutalmente outros presos, registrando 27 mortos.O julgamento do caso aconteceu em maio de 2010 no Fórum Criminal de Porto Velho.

- A Segunda Chacina da Penitenciária Urso Branco aconteceu durante uma rebelião no período de 18 a 23 de abril de 2004. O caso teve repercussão internacional, e motivou a Organização dos Estados Americanos a mover um processo contra o Brasil por desrespeito aos direitos humanos. Na chacina 12 detentos foram assassinados por outros presos.

- A Chacina da Reserva Roosevelt ocorreu em abril de 2004, onde 29 garimpeiros foram assanados por índios cintas-largas. A descoberta de uma grande jazida de diamanete teria motivado o sinistro.

A mais recente chacina em Rondônia foi descoberta no dia 28 de dezembro de 2011, quando a polícia descobriu um cemitério clandestino no Distrito de Jaci-Paraná (distante cerca de 100 km de Porto Velho). Entre as vítimas estão uma mulher grávida de cinco meses, uma criança, de aproximadamente cinco anos, e três homens, entre eles o marido da mulher grávida. A mulher e a criança teriam sido estupradas e degoladas, e os homens executados a tiros. Todos os corpos foram enterrados em covas rasas.

No dia 03 de janeiro de 2012, na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida em Porto Velho, foi concluída a prisão dos acusados de integrar o grupo responsável pelo massacre, identificados como Givanildo Bezerra da Silva (o “Nildo”); Darli de Lima Silva, popularmente conhecido como “Bocão”; Tiago da Silva Nascimento e o chefe do grupo, o policial militar Claudiomar Oliveira de Assis, lotado no BPM de Jaci-Paraná. O quinto integrante identificado como “Paçoca” ou “Boliviano” está foragido.

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