sexta-feira, 18 de novembro de 2016

VII SERIPA da FAB faz palestra sobre acidentes aeronáuticos em Porto Velho



A palestra foi apresentada primeiramente em Manaus, e na manhã desta sexta (18/11/2016) foi a vez de Porto Velho, e contou com a presença de representantes da INFRAERO, SAMU, PM, PF, POLITEC, DETRAN e de uma empresa de táxi aéreo. O evento aconteceu no auditório da INFRAERO no Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, e teve como palestrante o Ten. Cel. Mota, responsável pelo Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes - VII SERIPA, que, sediado em Manaus, tem sob jurisdição os estados da Amazônia Ocidental (RO, AC, RR e AM).

O objetivo da palestra foi abrir um diálogo com os representantes de órgãos que tem competência para atuar numa situação de queda de avião, seja em área rural ou urbana, aeronave grande ou pequena. De acordo com a protocolo num eventual acidente aeronáutico o SERIPA regional deve ser avisado imediatamente, podendo agir no local, a princípio, o SAMU/BOMBEIROS para o resgate e a PM para organizar e isolar o local (se a área for de sua jurisdição) ou então a PF. A recomendação maior é que não haja qualquer modificação da cena do acidente, a fim de que o trabalho de investigação especializado do SERIPA não seja prejudicado, lembrando que a liberação do local para a realização da perícia policial (POLITEC/PF) é feita através de termo pelo SERIPA.

Vale salientar que segundo a legislação federal "toda pessoa que tiver conhecimento de qualquer acidente de aviação ou da existência de restos ou despojos de aeronave tem o dever de comunicá-lo à autoridade pública mais próxima e pelo meio mais rápido", e essa autoridade, ciente dos fatos, deve imediatamente comunicar o SERIPA regional, ou a autoridade aeronáutica mais próxima.

A seguir confira algumas atribuições dos órgãos envolvidos:
- PM/PF: deve atuar via de regra em área urbana, isolando a área e organizando o local, evitando saques de pertences e movimentação dos componentes da aeronave.
- DEFESA CIVIL: deve atuar via de regra em área urbana, quando construções forem destruídas;
- BOMBEIROS: resgatar vítimas e combater eventual o incêndio;
- SEMTRAN/DETRAN: controlar o ordenar o trânsito de veículos no local e auxiliar na desinterdição de vias públicas;
- PC/POLITEC/PF: realizar os trabalhos de investigação após autorização do SERIPA regional, bem como manter a guarda de pertences pessoais não identificados;
- IML: identificação das vítimas e proceder exames toxicológicos nos pilotos.

Entre os perigos que podem haver num acidente aeronáutico estão os seguintes:
- QUÍMICOS: combustíveis, metais, explosivos e radioativos;
- MECÂNICOS: destroços, acumuladores, pneus, molas e cabos;
- ELÉTRICOS: capacitores e baterias;
- BIOLÓGICOS: vegetação, condições sanitárias, restos humanos e doenças;
- TÓXICOS: inalação de gases;

No caso de um eventual acidente aeroviário em algum lugar dos quatro estados da Amazônia Ocidental, os meios de contato do VII SERIPA são os seguintes:
- Sobreaviso: (92) 98423-0177
- Chefe da Seção de Investigação: (92) 98423-0170
- Chefe do SERIPA VII: (92) 98415-9679
- SPAA VII COMAR: (92) 98802-6345
- SCOAM BAPV: (69) 99241-3559
- As ligações deverão ser feitas exclusivamente para comunicar algum acidente aeroviário.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Vila de Teotônio em Porto Velho


Estive na Vila de Teotônio neste último sábado (22/10/2016), e na minha concepção, embora não exista mais a corredeira, o lugar está interessante. Destaque para o pier, a praia fluvial e os restaurantes que tem o peixe como carro chefe. Se puder conhecer o lugar, não esqueça de uma rede e de um traje de banho. A água é bem gostosa. 

Localização: a vila dista 40 km de Porto Velho. Basicamente basta pegar a BR364 sentido Rio Branco e seguir direto até a rodovia deixar de ser duplicada, quando você vai percorrer mais um pouco até avistar à direita uma lanchonete simples de "chapéu de telha", onde haverá uma placa indicando a Vila de Teotônio pela estrada de terra à direta (Estrada de Teotônio). Seguindo pela estradas haverão alguns entrocamentos, mas sempre haverá uma placa apontando a direção para a vila, portanto, não tem erro.












quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Associação ajuda na ressocialização de presos em Porto Velho


Muito se discute sobre o sistema carcerário brasileiro, o qual apresenta inúmeros problemas, sendo o mais crítico e o principal a falta de espaço físico para abrigar a grande população de presos em todo o país. Diante desse cenário fica muito difícil a realização efetiva de projetos ou programa de ressocialização com os presos, especialmente aqueles do regime fechado, o que contribui para o entendimento de que os presídios brasileiros seriam verdadeiras escolas do crime.

Em Porto Velho a Associação Cultural de Desenvolvimento do Apenado e Egresso - ACUDA tem realizado um formidável trabalho com presos do sistema carcerário da Capital de Rondônia. A associação existe desde 2001, e nos seus primeiros anos era conhecida pelo espetáculo Bizarrus, cujo elenco era formado por presos, sendo apresentado a vários alunos de escolas públicas e também nos poucos espaços destinados ao teatro existente na cidade. Hoje o espetáculo não existe mais, e a ACUDA que chegou a possuir espaço físico dentro das antigas instalações do SEST-SENAT, hoje está localizada entre num espaço bem maior localizado entre os presídios do Complexo Carcerário de Porto Velho.

No local participam do projeto cerca de 100 presos do regime fechado que além de terem atendimento médico, odontológico, psicológico e espiritual, também encontram ali a oportunidade de desenvolver suas habilidades entre as várias oficinas que existem no local, e assim, durante o dia, eles ocupam a mente se envolvendo numa atividade produtiva, a qual poderá ser desenvolvida por eles próprios quando forem soltos:

OFICINA DE CERÂMICA E ESCULTURAS:
O artesanato feito pelos apenados na associação são comercializados na sede da Acusa, mas também em feiras e outros eventos;

OFICINA DE PINTURA

OFICINA DE TEAR

OFICINAS MECÂNICAS (MOTO E AUTOMÓVEL):
Vários serviços são desenvolvidos nas oficinas, e tudo é oferecido ao público com preço abaixo do praticado no mercado. 

OFICINA DE HORTIFRUTIGRANJEIROS

OFICINA DE MARCENARIA

LAVANDERIA

Nesta área eles lavam as roupas dos presos que cumprem medida de segurança, bem como as roupas dos próprios apenas que trabalham na associação.

A Associação possui menos de 10 funcionários, e conta com o apoio de voluntários, como os acadêmicos de faculdades e da Universidade Federal de Rondônia que prestam assistência odontológica, médica e psicológica aos apenadas. Outra atividades são desenvolvidas pelos próprios presos, sempre de forma a aproveitar os talentos de cada um deles, é o caso por exemplo do encarregado do almoxarifado, do facilitador da escolinha de alfabetização e dos administrativos, além de em cada oficina haver um responsável que sempre é um dos presos. 

A ACUDA se mantem com a ajuda de um convênio com a Secretaria de Estado de Justiça - SEJUS, que por ano chega a repassar à associação cerca de R$ 200 mil, o que não chega a ser uma quantia tão grande se levar em consideração as atividades que são oferecidas aos presos no local. Além dessa ajuda a ACUDA também recebe doações e conta com o ajuda da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas - VEPEMA de Porto Velho, a qual chegou a doar uma rampa de R$ 48 mil para ser utilizada na oficina mecânica que há na associação. 

Em Porto Velho existem na mesma região, no extremo norte da cidade, sete estabelecimentos penais, entre eles a Casa de Detenção Dr. José Mário Alves da Silva (o Urso Branco), a Penitenciária Edvan Mariano Rosendo (o Urso Panda), a Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro e o Centro de Ressocialização Vale do Guaporé, todos gerenciados pela Secretaria de Estado de Justiça - SEJUS

O ingresso de presos nos projetos da ACUDA é feito de acordo com a disponibilidade de vagas. A associação encaminha ofício aos estabelecimentos penais, cuja direção seleciona o indica os apenas que poderão participar do projeto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Mais uma torre cai em 11 de setembro


O forte vendaval que ocorrido na cidade de Porto Velho na tarde de domingo (11/09/2016) causou muita destruição em vários pontos da cidade. Várias casas ficaram destelhadas, postes caíram, além de árvores e outdoors. A torre de transmissão da SICtv, afiliada à RecordTV acabou indo ao chão tamanha força do vento. Felizmente ninguém ficou ferido. A torre se perdeu completamente, e parte da estrutura do prédio ficou danificada. 

Embora o sinal da SICtv tenha ficado fora do ar por algumas horas ninguém parou de trabalhar, ao contrário, vários funcionários e técnicos estiveram atuando junto à torre avaliando os riscos e os prejuízos. As produções e jornalismo continuaram normalmente, inclusive a emissora já voltou transmitir, porém, em sinal analógico, até que tudo volte à normalidade. 

Por coincidência a torre da SICtv caiu no mesmo dia em que o mundo lembrava da queda do World Trade Center (Torres Gêmeas) em Nova Iorque há 15 anos atrás.