domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"

Essa frase foi dita algumas vezes por uma excêntrica professora de Psicologia Jurídica a qual tive o prazer de ter sido discente. A frase apesar de ser um pouco espalhafatosa tem todo um significado, pelo menos pra mim que percebi algum sentido.

Somente nós mesmos conseguimos mensurar e administrar a intensidade de nossos sentimentos ou os prós e os contras de sermos o que somos; o ônus e o bônus de mantermos nossas personalidades como elas são.

Eu até hoje ainda sou um mistério pra mim mesmo... Aos 23 anos de idade nem eu mesmo me conheço direito, a começar sou demasiado imprevisível e pra piorar sou cheio de excentricidades, que são às vezes mais toscas que esquisitas (como curtir vinhetas sonoras), mas também costumo ter uma espécie de temperamento flutuante, pois de uma hora pra outra posso mudar totalmente dependendo da pessoa que me estressar com alguma coisa, ou mesmo que fizer algo que de alguma forma me ofendeu ou que eu reprove. Mas também costumo me arrepender de algo que fiz por impulso... Como de ter excluído meu perfil de mais de 5 anos de existência e quase 5000 fotos. Na verdade não me arrependo de tê-lo excluído, mas sim de algumas coisas que criei e mantinha com ele, como comunidades e tals, além de pouquíssimas pessoas que realmente valiam a pena tê-las como "amigas" naquela Rede Social.

Mas além de tudo isso algo que tem sido um grande entrave na minha vida é a grande dificuldade de constituir amizades. Quer dizer, tenho muitos colegas, mas amigos mesmo praticamente não tenho.

Sei que posso até me arrepender de escrever tudo isso, ou que talvez isso me arranje algum momento futuro bem desconcertante... mas qualquer maneira, como dizia eu costumo sair muito por aí, mas geralmente sozinho, porém tenho o péssimo hábito de me sentir deslocado em lugares novos e muito agitados, além de sempre achar que estou sendo analisado e criticado pelos pessoas ao meu redor... É quase uma paranóia que não consigo evitar.

Apesar de agora perceber que não é muito saudável andar sem uma companhia saudável, encontro um grande empecilho em mim mesmo para mudar esse hábito, pois evito sair em companhia de alguém por achar que estou a incomodando, seja por ela estar possivelmente fazendo algo que não gosta (mas que aceita por delicadeza), ou por achar que as pessoas tem de alguma forma vergonha de andarem comigo... Não entendo o porquê, mas isso passa pela minha cabeça. Sozinho tenho maior liberdade de andar pra onde quero e demorar o quanto precisar sem me preocupar com nada, diferente de caso esteja acompanhado, pois sempre terei que me policiar para não incomodar. Apesar de não parecer, algo que não gosto é impor a minha presença às pessoas, por isso evito estar em companhia delas... Pois assim imagino estar privando-as de serem indelicadas comigo, ou que façam um esforço tremendo para me tolerar.

Uma solução para tudo isso seria encontrar alguém que tivesse os mesmos comportamentos e estilo de vida que eu, mas infelizmente suponho que não exista... Pelo menos não encontrei ainda.

Num sei se isso seria uma qualidade, mas pelo que vejo ao meu redor está mais para um defeito, pois não é muito aceito pela sociedade em que vivo, estou falando do meu costume de reclamar muito das coisas que acho errado e requerer soluções, às vezes me expondo e indispondo com muita gente... Apesar de alguns colegas dizerem que admiram essa postura e que a acham correta, os mesmos evitam tomar uma postura se quer semelhante, mesmo que sofram diretamente com alguma irregularidade ou que sejam obrigados a participarem... Nesse último até eu me vejo assim, mas só não “jogo nada no ventilador” para não expor ninguém ainda mais. Mas a postura desses colegas eu sinceramente não entendo... É algo tão contraditório.

Esse blog é testemunha de algumas de minhas reclamações e críticas, mas ao ver que às vezes também sou condenado por alguns por reclamar, além de ser tido como chato e muitas das vezes também ignorado, me sinto muito desmotivado... Inclusive estou pensando em parar com isso, pois talvez assim (sendo omisso) eu consiga ser igual e aceito pela a maioria, já que é assim que as coisas funcionam.

Só sei que esse estilo de vida insosso de ter ótimo relacionamento social apenas com colegas, bem como de sair por aí sozinho com uma câmera tirando fotos a torto e a direito de lugares por onde ando a fim de divulgar essa cidade que geralmente vira as costas pra mim... Estou pensando seriamente em parar com isso... Espero que consiga, afinal é a única coisa que me distrai e diverte, entretanto não me trás muita felicidade. Tanto que já até comecei a excluir meus principais álbuns de fotos da cidade na Internet... Quanto ao canal de vídeos, ahhh esse fiquei com pena, e talvez nem o exclua, até penso em fazer mais vídeos, porém mais esporadicamente e com o novo estilo de produção amadora, mas adianto que não se surpreendam se por acaso vêem algum vídeo meu produzido às antigas, pois como venho dizendo sou muito complicado mesmo, e posso acabar mudando de idéia em relação a isso.

Como o título dessa postagem sugere só eu mesmo deveria saber “a dor e a delícia de ser o que sou”, mas eu nem consigo me entender direito; sou tão fora do comum. Só sei que continuando assim vou perdendo momentos bacanas da minha vida que deixo de usufruir; de viver... Mas o que fazer? Mudar um estilo de vida formado por tanto tempo, mesmo que pouco empolgante é muito difícil! Mas vou tentar, e espero desesperadamente lograr êxito.
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