quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Se Porto Velho e Rondônia são ruins, isso devemos a pessoas esclarecidas


O problema de Porto Velho é a população (e isso inclui também o imigrante), e não me refiro exclusivamente aos pobre e ignorantes, mas sim, e principalmente, a pessoas de intelecto considerável e condição de vida satisfatória. Essas pessoas sim são responsáveis  pelo caos que vivemos hoje em Porto Velho e no Estado de Rondônia também, pois são elas que geralmente fazem o que podem para elegerem candidatos corruptos, geralmente porque são "amiguinhos" dos mesmos ou de seus filhos e ainda se gabam por fazerem parte da intimidade dessas pessoas que não prestam. E mais, promovem esse tipo de político visando serem beneficiados de alguma maneira com a vitória de candidatos sabidamente corruptos e incompetentes. Como sempre falo quando me dão espaço, foi-se o tempo voto era barganhado com dentaduras, metros de areia, ou telhas... Hoje o voto é comprado com "favorzinhos", e quem se sujeita a isso geralmente não são pessoas pobres, mas sim, e mais nocivamente, aquelas pessoas que deviam repudiar tudo isso por terem mais esclarecidas, mas ao contrário se sujeitam a angariar votos pro candidato corrupto organizando sua família a votar nele, e pessoas próximas também. E tudo isso visando ter benefícios e facilidades diretas quando o candidato corrupto se eleger, como cargos comissionados, vagas de estágio, ou mesmo favorecimentos em certames licitatórios, entre outras modalidades.

Como nessa região já se tornou comum as pessoas viverem de aparências num show de hipocrisia, chega a ser patético algumas delas se orgulharem de fazer parte da vida social de políticos que há anos vem causando o caos nessa região, e depois ousar ter a cara de pau de reclamarem das condições em que se encontra a cidade... Sinceramente, é lamentável que parte da classe pensante da sociedade local assuma essa postura.

E é uma pena também que a parcela das pessoas que se julgam (através de suas atitudes e formas de expressão) mais inteligentes ou esclarecidas que as demais, prefiram expor suas suas ideias com outros iguais em redes sociais sem fazer nada de prático e no mínimo eficiente por esta cidade, como compartilhar todo esse conhecimento com as pessoas que precisam serem conscientizadas... Porém o que vemos é isso: são pessoas que embora inteligentes são egoístas (por vezes fúteis), e com isso nossa cidade e nosso estado continuam afundando em meio à canalhice de muitos de nossos agentes políticos.

Muito me entristece quem não difere Estado de Governo em suas declarações. Eu particularmente gosto muito de Porto Velho e não tenho vergonha de declarar isso, ao contrário de muita gente. Gosto muito de Porto Velho, pela sua história, pelo o que ela pode ser e pela minha vida. Porém, sei separar Porto Velho a minha terra natal que engloba sotaque, história, costumes (elementos permanentes) de suas Administrações (transitória), as tem se mostrado nos últimos anos incompetentes e negligentes. Infelizmente nem todo mundo tem tem essa noção, e por vezes declaram seu ódio e repúdio a Porto Velho com tamanha hostilidade que chega a ser muito nocivo para quem é daqui, e conhece toda a história que essa terra viveu e sofreu e continua sofrendo. É fácil demonstrar seu ódio a um lugar sem conhecer o passado e as circunstância de se ter chegado à tal situação; quero ver apontar as falhas e seguidamente propor algo prático para mudar esse cenário, bem como também colocá-lo em prática.

Algo que não consigo compreender e vejo de forma reflexiva, é como muita gente gosta de falar mal de Porto Velho como se não fizessem parte da cidade... Falam como se estivessem aquém de tudo isso, principalmente em redes sociais. Imagino que as pessoas vêem o Facebook, por exemplo, como uma outra dimensão onde podemos relacionar e expor nossa raiva acerca dessa cidade onde na vida real vivemos, trabalhamos e fazemos parte dela.

Até pouco tempo 46% da população de Rondônia era de imigrantes, que certamente vieram pra para o oeste brasileiro durante os vários ciclos econômicos que Rondônia teve e está tendo até hoje. Grande parte dos políticos locais que formam uma verdadeira quadrilha não são naturais de Rondônia, e no caso de Governador, é o Interior quem o elege, afinal, trata-se do maior colégio eleitoral do Estado, e também é a região onde grande parte de sua população é oriunda de vários Estados do Brasil, e seus filhos, naturais daqui, ainda muito influenciados pelos pelos pais imigrantes, geralmente não têm uma identidade local, principalmente se tiverem uma condição de vida satisfatória. O imigrante de Rondônia na minha opinião via de regra se classifica naqueles que vieram pra cá, trabalharam, criaram uma identidade local e continuam contribuindo de alguma forma para que o Estado apesar dos pesares tenha algum desenvolvimento (infelizmente é uma minoria dos imigrantes); a outra parcela veio veio pra cá, sugou o máximo que essa terra podia oferecer pra ela, e depois foi embora ou continua por aqui cuspindo no prato em que come (até hoje tem muita gente assim); e por fim o último grupo é daqueles que vieram pra cá, lucraram muito, tornaram-se políticos, trouxeram suas famílias ou as constituíram por aqui e continuam sangrando o Estado até hoje com o apoio de seus conterrâneos fixados no Estado.

Os mais jovens de classe média  que poderiam promover alguma mudança, já que são mais esclarecidos (ou pelo menos tiveram meios para isso com uma boa educação e mais possibilidades) geralmente preferem se mudar para um Estado mais desenvolvido como os do Cone-Sul do país, de onde se acham no direito de falar mal dessa região onde seus pais conseguiram o que tem. Sem falar que essa é uma atitude um tanto covarde: afinal essas pessoas preferiram ir embora do que "arregaçar as mangas" e buscar mudar a triste realidade dessa região, inclusive a postura de ir embora reflete bem o individualismo egoísta do brasileiro. 

Tenho observado constantemente algumas pessoas manifestarem seu desapreço para com a cidade de Porto Velho em redes sociais e demais espaços, e por vezes com tamanha hostilidade e desprezo, porém isso acontece como um círculo vicioso em que de momento em momento surge uma discussão sobre Porto Velho ser uma cidade ruim, porém, não passam de declarações hostis e carregadas de ódio sem proposta prática e eficiente para melhorar a realidade que vivemos. 

Bom, eu não posso negar que Porto Velho está em condições lamentáveis, isso é uma realidade que está na cara de toda e qualquer pessoa, porém eu acredito que se eu não posso fazer nada pra mudar isso (nem um mínimo que seja), sinceramente eu acredito que não teria moral pra falar mal daqui, afinal, em que eu estaria contribuindo fazendo isso?! 

PS:
Acabei de ver no Jornal Hoje que SP (a megalópole brasileira) também está passando por um caos tremendo com alagações.
No interior do Estado de Rondônia têm muita gente revoltada com a prisão de Donadon e a condenação de Cassol e sua turma... E acredite, não são pessoas pobres que lamentando a atuação do Poder Judiciário.

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