quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eleições 2012【S.RÏVER】


No próximo dia 7 de outubro de 2012 os brasileiros voltarão às urnas para elegerem os Prefeito e Vereadores de seus municípios, e nos locais em que houver segundo turno as votações acontecerão em 28 de outubro.

Neste ano a Tribunal Superior Eleitoral adotará em cerca de 300 municípios o novo sistema biométrico de votação, que consiste no reconhecimento digital da identidade dos eleitores. Essa inovação não trará celeridade no momento da votação (pois ainda e obrigatória a apresentação de documento de identidade com foto e do título de eleitor), no entanto trará maior segurança quando à identidade dos eleitores.

São obrigados a votar os brasileiros a partir dos 18 anos até os 70, e facultativo aos jovens de 16 e 17 anos, e também aos que tiverem mais de 70 anos idade e aos analfabetos.

OBRIGATORIEDADE DO VOTO
Muitos brasileiros no passado lutaram arduamente para que a democracia fosse uma realidade e que povo finalmente pudesse participar do processo democrático. Hoje se pode dizer que isso é uma realidade, mesmo apesar de haver no Brasil uma democracia semi-direta, portanto, os brasileiros de hoje deveriam dar mais valor à participação que têm, e agradecer aos esforços dos brasileiros de um passado não muito distante.

Reclamar e negar esse direito que apesar também ser um dever, é um desrespeito àqueles que muito sofreram para que o povo pudesse participar da escolha de seus governantes, afinal, antes ser obrigado a votar do que não poder votar.

Considerando também o costume brasileiro de ser "acomodado", a facultatividade do voto a todos os brasileiros seria temerária, pois se o voto não for obrigatório muitos iriam se abster de participar do processo democrático, permitindo que um pequeno grupo que tem interesse de que determinado candidato vença, almejando alguma contrapartida individual e direta, decida a eleições.

Portanto, deixar o voto de ser obrigatório no Brasil não é conveniente, entretanto, quando o povo brasileiro finalmente amadurecer, de forma que deixe de ser tão acomodado e indiferente; ou mesmo que passe a ser mais atuante e envolvido as questões políticas e sociais, aí sim o voto poderá ser facultativo a todos os brasileiros.

VOTO CONSCIENTE E RESPONSÁVEL
Nestas eleições assim como em qualquer outra o eleitor precisa conhecer bem os candidatos a fim de fazer a melhor escolha, e para isso não se deve ater apenas à pessoa que é candidata, mas também é altamente conveniente conhecer mais sobre as pessoas que estão em tordo do candidato, como o vice e aliados políticos.

É muito comum o candidato a um cargo eletivo se apresentar como uma pessoa idônea e cheia de boas intenções, entretanto o seu vice pode não ser uma das melhores opções, isto é, há situações em que o vice é um ex-agente político que quando esteve no poder não foi um bom político, portanto, embora a Justiça Eleitoral, aliás, a legislação brasileira permita que tal pessoa saia candidato a vice, o eleitor pode muito bem fazer essa seleção.

Importante também é deixar de lado o individualismo típico do brasileiro de querer ver apenas o seu lado; o benefício que "pode levar em qualquer parada", os eleitores precisam dar mais valor e primazia aos interesses coletivos, e finalmente entender que um benefício imediato pra si não vale quatro anos de muito descaso e sofrimento por quatro anos com um político corrupto no poder.

A compra de voto é um crime, e não acontece apenas mediante pagamento em dinheiro, mas também pode acontecer com a troca de "favorzinhos", como cestas básicas, combustível, ou mesmo promessas de cargos comissionados, favorecimento em licitações, entre outras coisas. Essas práticas devem ser denunciadas e para isso a Justiça Eleitoral disponibiliza o número telefônico 148 para essa finalidade.

Quem vende seu voto demonstra que não vale nada como cidadão; é uma vergonha para o país, afinal é graças a esse tipo de gente que políticos corruptos estão no poder sangrando incessantemente o Estado e o povo brasileiro.

Infelizmente em Rondônia isso é muito comum, afinal não são poucos os candidatos que no passado estiveram envolvidos em grandes escândalos de corrupção, e hoje se encontram ocupando novos cargos eletivos... Uma vergonha para o povo de Rondônia, pois assim mostra que é conivente com a corrupção que assola o Estado em níveis alarmantes.

FICHA LIMPA
Apesar de muita gente falar bem a Lei da Ficha Limpa há quem discorde disso e com razão, afinal a então proposta de lei sim era mais benéfica para o povo, pois era demasiada rigorosa, no entanto ao entrar no Congresso foi amoldada de forma que fosse mais suave, e nestas condições foi aprovada.

É inadmissível que apenas o candidato que tiver sido condenado por decisão que transitou em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado seja considerado "ficha suja", ora, considerando a morosidade da justiça brasileira é bem provável que um candidato que esteja respondendo a dezenas processos, mas que nenhum tenha transitado e julgado, acabe se elegendo e até termine o mandato regulamente até que Justiça finalmente o condene em pelo menos um dos processos.

Assim como muitos órgãos e entidades públicas e privadas geralmente pedem certidão criminal negativa no processo admissional de servidores e empregados, seria conveniente que o candidato a cargo eletivo também passasse por esse crivo, e que a simples existência de um processo que coloque a idoneidade dele em duvida fosse o suficiente para torná-lo inelegível.

Pode-se entender que a Lei da Ficha limpa é uma vitória, afinal é a primeira lei aprovada de iniciativa popular com mais de 1,3 milhão de assinaturas em todo o Brasil, no entanto podia ser bem melhor, o que mostra que ainda falta muito para a melhora da política brasileira.

ELEIÇÕES 2012
Que os brasileiros voltem às urnas no próximo dia 07 de outubro e exerçam seu papel de cidadãos e partícipes do processo democrático, e mais, que não apenas agora em período em eleitoral mas também a qualquer momento se mostrem mais atuantes ao que acontece no município, estado e país, e que cobrem as promessas feitas pelos candidatos na corrida eleitoral, além do que é obrigação deles como agentes políticos.
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