domingo, 22 de abril de 2012

【ツ PaSsEiO RïVeR | 22.04.2012 - De Santo Antônio a Candelária



Neste dia 22 de abril, dia do Descobrimento do Brasil, eu e um amigo fomos até o povoado de Santo Antônio, mais exatamente na região da Igrejinha de mesmo nome, para a partir dali empreendermos uma caminhada pelos trilhos da Ferrovia Madeira-Mamoré até o Cemitério da Candelária, mas exatamente no cemitério histórico de mesmo nome.

Na ocasião produzimos dois vídeos, sendo este o primeiro, para noticiar que o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN autorizou um projeto de urbanização do entorno da Igrejinha de Santo Antônio apresentado pelo Consórcio Santo Antônio Energia.

O projeto que entrará em execução no mês de junho do ano em curso (2012) prevê a construção de um estacionamento, banheiros públicos fixos, restaurante, espaço de convivência, um centro da memória dos povos indígenas e uma estação ferroviária para passageiros, uma vez que também existe outro projeto que recuperará um trecho da Ferrovia Madeira-Mamoré para fins turísticos. Os passeios partirão do Centro de Porto Velho até este complexo turístico que será construído, nas proximidades da Hidrelétrica de Santo Antônio.

O Cemitério da Candelária é o local onde foram enterrados boa parte dos operários que trabalharam na construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, inaugurada há 100 anos e atualmente desativada. Pode-se dizer que o cemitério é uma espécie fúnebre da ONU tendo em vista que lá foram enterrados os corpos de homens de diversas nacionalidades, uma vez que foram recrutados operários para construção da Madeira-Mamoré em todo o mundo.

Atualmente o IPHAN começou um trabalho de recuperação do Cemitério Histórico da Candelária, entretanto o local continua abandonada e pouco lembra um cemitério, mas sim um bosque com várias trilhas. No local encontramos poucas lápides que aparentam terem sido colocadas naqueles lugares muito recentemente, o que imagina-se que removeram cruzes de um lugar e colocaram em outro (que nem se sabe que existe um corpo em baixo da terra), o que nos faz presumir que os corpos daquele cemitério estão perdidos em meio à vegetação que tomou conta do local.

No mais o passeio foi demasiado entusiasmante, e foi muito proveitoso no sentido de que pudemos conhecer um pouco mais das condições atuais do que sobrou da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a lendária ferrovia que é tida como uma das construções ferroviárias mais dramáticas do mundo.











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