quinta-feira, 31 de março de 2016

Notícia deturpada sobre a Operação Lei Seca de RO é contestada


Um pretenso político local chamado Ary Gurjão costuma divulgar em suas redes sociais e num espaço na Internet, matérias produzidas por ele com apelo social, as quais, para os mais esclarecidos, não passam não se tratam de um trabalho apenas para ajudar as pessoas, mas sim, um meio de Ary se auto promover para mais tarde, talvez, se candidatar a algum cargo eletivo, como o vereador da Capital de Rondônia. 

O seu último trabalho foi em defesa dos aprovados no último concurso público do DETRAN/RO realizado em 2014, o que é válido, pois muitas dessas pessoas estão passando por dificuldades, e estão angustiados na expectativa de serem convocados, porém, este senhor a quem eles recorreram divulgou uma nota com comentários equivocados sobre o DETRAN/RO e a Operação Lei Seca, a qual tem sido um exímio trabalho desenvolvido por servidores do Departamento com a parceria de policiais militares.

MATÉRIA VEICULADA NA IMPRENSA LOCAL: 

O texto de Ary Gurjão que se tornou um material jornalístico replicado em vários sites de notícias locais não passa de uma notícia parcialmente deturpada, não havendo qualquer possibilidade de anulação dos autos de infração assinados por agentes da autoridade de trânsito do DETRAN e órgãos conveniados. 

1º O número de comissionados sem vínculo que trabalham na Operação Lei Seca é demasiado pequeno em relação aos servidores de carreira, mesmo porque eles não fazem jus ao adicional de horas extras (por causa da função gratificada que desenvolvem), logo muitos deles não tem qualquer interesse em participar. 

2º O DETRAN/RO enfrenta uma defasagem de funcionários, ensejando que servidores de outros grupos ocupacionais partipem das operações realizando atividades exclusivamente administrativas (no final discorro sobre as poucas contratações).

3º Precisamos distinguir "preenchimento" de "lavratura", ou seja, apesar de ser exceção, servidores de outros cargos podem sim preencher um auto, no entanto, jamais poderão assiná-los/lavrá-los, de modo que quem faz isso são exclusivamente "agentes da autoridade de trânsito", os quais nessa situação o fazem após minuciosa revisão do documento. Situação análoga acontece em TODOS os órgãos públicos do Brasil, onde quem faz os ofícios, pareceres, decisões e comunicações internas são servidores comuns, mas quem assina (as vezes até sem ler) são os chefes (Diretores Secretários de Estado, Promotores de Justiça, Juízes...), ou seja, o fato desses chefes não terem elaborado/digitado os documentos isso não os tornam inválidos. Portanto, não há o que se falar em anular os autos de infrações que foram preenchidos por servidores civis administrativos mas assinados por agentes da autoridade de trânsito.

4º Quanto à capacidade para trabalharem na fiscalização de trânsito, devo afirmar que o DETRAN/RO tem "Auxiliares Administrativos" que tem mais conhecimento sobre legislação e fiscalização de trânsito que muitos "Agentes da Autoridade de Trânsito" (do próprio DETRAN e do órgão conveniado - PM). Porém, apesar disso, os servidores de cargos administrativos ou comissionados sem vinculo, atuam na operação desenvolvendo exclusivamente atividades administrativas durante as blitzes, como controle de baias (anotação de placas), controle de mesa (triagem dos abordados através da anotação de dados pessoais), vistoria admnistrativa (levantamento do que há no veículo a ser removido), levantamento estatístico, auxílio ao guincho, consulta (prestando informações através de consultas aos sistemas RENAVAM e RENACH) e pesquisa (contatando quem está na consulta), entre outras atividades que não sejam de competência exclusiva de agentes da autoridade de trânsito. 

5º O DETRAN/RO desde 2012, quando a Operação Lei Seca teve início, vem realizando treinamento sobre preenchimento de auto de infração de trânsito e fiscalização, inclusive o especialista Ricardo Alves (Major da PM/SC) tem sido um grande parceiro da Autarquia, pois é ele que regularmente vem a Porto Velho para fazer tais treinamentos, e mais, o próprios Diretor Técnico de Operações e servidores da direitoria que ele chefia regularmente tem feito oficinas e palestras sobre o assunto, tanto na Capital quanto no Interior do Estado, e até mesmo para policiais militares. E também palestras educativas sobre a Operação Lei Seca em empresas e faculdades.

6º Quanto à admissão dos classificados no concurso de 2014, eu prefiro não entrar nesse mérito, pois eu adoraria que todas essas pessoas fossem admitidas o quanto antes, afinal eu compreendo as dificuldades que podem estar passando. Porém, devo dizer que a principal dificuldade para isso seria a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, a qual tem impedido o Poder Executivo de aumentar os gastos com a Folha de Pagamento, por outro lado é sabido que o DETRAN/RO, se analisado separadamente, poderia contratar todos os servidores classificados, alguns aprovados, e conceder reajuste salarial pra todos os servidores, porém, como a Autarquia faz parte do Poder Executivo, e como certamente devem ter entidades e secretarias que estão estrapolando os gastos com pessoal, o DETRAN/RO se vê impossibilitado de fazer novas contrações, pois para a LRF o DETRAN/RO não pode ser analisado separadamente, mas sim como parte integrante que é do Poder Executivo Estadual (que não pode ser confundido com o Poder Judiciário, Poder Legislativo, Tribunal de Contas e Ministério Público, que tem orçamentos próprios/independentes). 

7º Segundo a Coordenadoria de Recursos Humanos, o DETRAN/RO já mandou dois ofícios ao Governo do Estado pedindo autorização para contratar mais servidores do concurso de 2014, porém as respostas não tem sido nada animadoras. 

Por derradeiro, é importante salientar que este é o ponto de vista deste que vos escreve acerca do assunto em tela.







quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Deputados estimulam a sociedade ser contra a fiscalização de trânsito

Fonte: Jornal Rondoniagora
Importante ler primeiro a matéria publicada no site do Jornal Rondoniagora: Deputado diz que blitze do Detran são para arrecadar

Matérias como esta mostra a qualidade (nada boa) de nossos parlamentares. Não é de hoje que a Assembleia Legislativa de Rondônia vem se mostrando ter uma composição despreparada e até mesmo por vezes irresponsável. Caso o nobre deputado não saiba, a lei vale pra todos sem distinção de sexo, raça, classe social, enfim (as leis brasileiras pelo que vemos na imprensa parecem ser diferenciadas apenas para as pessoas influentes, ricas ou políticos), portanto, a legislação de trânsito que é federal e tem validade em todo território brasileiro deve ser cumprida por todos e qualquer usuário do trânsito em território nacional; ninguém pode se escusar de cumprir a lei, alegando que não a conhece (Art. 3º do Decreto-Lei nº 4.657 de 4 de setembro de 1942). Portanto, o licenciamento anual veicular deve ser realizado para todo e qualquer veículo automotor mediante pagamento de tributos, para que só então possa circular regularmente nas vias brasileiras, além de ser necessário o cumprimento de tantas outras normas previstas no CTB, explicando pros eventuais deputados que não saibam, CTB é o Código de Trânsito Brasileiro, uma lei... A lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997.

Me envergonha ver deputados dizerem que as operações de fiscalização de trânsito, que buscam o cumprimento e o respeito à legislação brasileira, ter fim exclusivo de arrecadação, aliás, qualquer pessoa de bom senso sabe que a arrecadação é uma consequência; um acessório. Caso os deputados ou qualquer outro cidadão queira evitar essa suposta "onda de arrecadação" ou como dizem "indústria da multa" basta os condutores se dignarem a se portar como cidadãos descentes e cumpridores da lei e de suas responsabilidades, simplesmente isso evitará a arrecadação e a aplicação de outras penalidades impostas por qualquer órgão executivo de trânsito, afinal, ser cumpridor das normas e do que é certo é uma obrigação de todo e qualquer cidadão.

Ao contrário de estimular o povo a agir de forma correta, deputados da Assembleia Legislativa de Rondônia simplesmente vem à público estimular a inadimplência e o não cumprimento da lei numa tentativa de jogar a sociedade contra os órgãos executivos de trânsito, prejudicando consequentemente o grande trabalho que o DETRAN/RO vem fazendo colocando a Operação Lei Seca nas ruas desde 2012, a qual tem garantido a ordem e a manutenção da segurança no trânsito e preservação da vida nas madrugadas de finais de semana em Rondônia. Um trabalho que tem o envolvimento de diversos servidores e policiais militares que abrem mão de seu descanso e de estarem juntos à companhia de seus filhos, cônjuges, familiares em fim, para estar nas ruas trabalhando em prol da segurança de terceiros. Pode até haver servidores que residem em regiões delicadas da cidade em que a violência tem níveis alarmantes, mas que mesmo tendo o temor de deixar suas respectivas esposas e filhos sozinhos em casa, vão para a rua trabalhar de madrugada na Operação Lei Seca. 

Alguns de nossos parlamentares ignoram que graças as fiscalizações de trânsito do DETRAN/RO, especialmente à Operação Lei Seca,  o Estado de Rondônia superou o Estado do Rio de Janeiro, passando a ocupar o primeiro lugar no ranking das Unidades Federativas que mais reduziram o número de mortes no trânsito, segundo reportagem do editorial online da Folha de São Paulo.

Durante os mais de 03 anos da Operação Lei Seca de Rondônia foi constatada a redução da criminalidade nas áreas em que são executadas as blitzes da Operação Lei Seca, além de haver a recuperação de veículos roubados, verificação de documentos falsos, flagrante de condutores com porte ilegal de armas de fogo, entre outros tipos. 

Vale lembrar ainda que o DETRAN/RO é uma Autarquia, e não um órgão da Administração Direta, portanto, tem personalidade jurídica, autonomia administrativa e financeira, patrimônio próprio, e jurisdição em todo território do Estado de Rondônia (Lei nº 134/1986), inclusive possui representações em todos os municípios, logo, os agentes da autoridade de trânsito da Autarquia não precisam da autorização de ninguém fora do DETRAN/RO pra chegar em um município e exercer as suas atividades legais.

As fiscalizações de trânsito do DETRAN/RO são necessárias sim e devem ser mantidas em prol da segurança pública e qualidade da frota estadual. Quanto a suposta necessidade de atividades de educação de trânsito precedidas das blitzes de fiscalização, isso não tem qualquer sentido, afinal, todo e qualquer condutor habilitado regularmente/legalmente teve que cumprir horas de curso teórico sobre primeiros socorros, mecânica, e LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO, além de aulas práticas, portanto, há a presunção de que tais condutores tenham conhecimento do que é certo e errado quando o assunto é trânsito, além do fato das blitzes educativas não terem o mesmo efeito também educativo que as blitzes de fiscalização têm, afinal, um condutor que pega um panfleto (e quando pega) não aprenderá tanto quanto a experiência de ser autuado por uma infração de trânsito. 

Por derradeiro, caso os deputados estaduais de Rondônia estivessem mesmo preocupados com o bem estar e a qualidade de vida dos rondonienses, e também com o interesse da coletividade, eles teriam o bom senso de dar andamento à inserção da disciplina de Cidadania no Ensino Médio em Rondônia, na qual poderia haver noções mínimas da Constituição Republicana, além de noções sobre legislação civil, penal, consumerista, e de TRÂNSITO.  No entanto, como se observa, nossos parlamentares vão na contramão disso, não interessando em buscar meios eficientes e eficazes para promover um trânsito mais seguro aparentando ser mais interessante para boa parte deles, a criação de polêmicas com base em informações deturpadas, estimulando o ódio da sociedade contra os órgãos fiscalizadores, e consequentemente incutindo na cabeça das pessoas dessa mesma sociedade a ideia de que é mais fácil se voltar contra à fiscalização do que ser correto e cumpridor da lei. 

O bom é que alguns cidadão reconhecem que é mais importante ser multado do que andar de forma irregular. Acompanhem os comentários:

Fonte: Jornal Rondoniagora

domingo, 6 de setembro de 2015

"Populômetro" brasileiro



Segundo a Estimativa Populacional 2015, o Brasil conta na atualidade com 204.450.649 habitantes, sendo a região mais populosa a Sudeste (85.745.520) e a menos populosa a Centro-Oeste (15.442.232), seguida da Norte (17.472.636). 

Quanto aos estados os mais populoso são São Paulo (44.396.484), Minas Gerais (20.869.101), Rio de Janeiro (16.550.024) e Rio Grande do Sul (11.247.972). Os menos populosos estão na Região Norte, e são eles: Roraima (505.665), Amapá (766.679) e Acre (803.513) e Tocantins (1.515.126). Rondônia é o quarto estado menos populoso com 1.768.204 habitantes.

Quanto mais de 5.000 municípios, os mais populosos são São Paulo (11.967.825), Rio de Janeiro (6.476.631), Salvador (2.921.087) e Brasília (2.914.830). Os municípios menos populosos são Serra da Saudade/MG (818), Borá/SP (836), Araguainha/MT (976) e Oliveira de Fátima/TO (1.098). Porto Velho é o 41ª município mais populoso do Brasil com 502.748 habitantes. Já o município de Ji-Paraná, o segundo mais importante de Rondônia, é o 217º município mais populoso. 

Em Rondônia o ranking populacional dos municípios é o seguinte:

1º Porto Velho 502.748
2º Ji-Paraná 130.419
3º Ariquemes 104.401
4º Vilhena 91.801
5º Cacoal 87.226
6º Rolim de Moura 56.242
7º Jaru 55.738
8º Guajará-Mirim 46.632
9º Ouro Preto do Oeste 39.924
10º Buritis 37.838
11º Pimenta Bueno 37.512
12º Machadinho D'Oeste 37.167
13º Espigão D'Oeste 32.385
14º Nova Mamoré 27.600
15º Alta Floresta D'Oeste 25.578
16º Candeias do Jamari 24.155
17º São Miguel do Guaporé 23.933
18º Presidente Médici 22.557
19º Nova Brasilândia D'Oeste 21.592
20º Cujubim 20.974
21º Alto Paraíso 20.210
22º São Francisco do Guaporé 19.002
23º Colorado do Oeste 18.817
24º Cerejeiras 17.986
25º Alvorada D'Oeste 17.063
26º Costa Marques 16.651
27º Monte Negro 15.873
28º Campo Novo de Rondônia 14.220
29º Alto Alegre dos Parecis 13.940
30º Urupá 13.293
31º Seringueiras 12.581
32º Mirante da Serra 12.360
33º Theobroma 11.347
34º Vale do Anari 10.843
35º Ministro Andreazza 10.823
36º Novo Horizonte do Oeste 10.276
37º Chupinguaia 10.129
38º Governador Jorge Teixeira 10.127
39º Itapuã do Oeste 9.995
40º Corumbiara 8.842
41º Santa Luzia D'Oeste 8.532
42º Vale do Paraíso 8.231
43º Nova União 7.824
44º Cacaulândia 6.367
45º Cabixi 6.355
46º São Felipe D'Oeste 6.103
47º Parecis 5.697
48º Teixeirópolis 5.003
49º Rio Crespo 3.750
50º Castanheiras 3.617
51º Primavera de Rondônia 3.501
52º Pimenteiras do Oeste 2.424

sábado, 8 de agosto de 2015

Al Jazeera homenageia os "rubber soldiers" (soldados da borracha)


Neste sábado encontrei uma notícia de 29 de março de 2015, em que a jornalista Juliana Barbassa do Al Jazeera America assina uma grande reportagem em inglês sobre os soldados da borracha, ilustrada com fotos inéditas da época em que o látex/borracha extraído da Amazônia por esses personagens, supria as necessidades dos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial.

"Em 1942, o Brasil e os EUA assinaram o pacote de ajuda econômica e militar mais abrangente tentativa na região até aquela época. Os Estados Unidos forneceram centenas de milhões de dólares em empréstimos, equipamento militar e ajuda ao desenvolvimento. Brasil, por sua vez, lançou um programa de cinco anos para colocar homens na selva, aumentar a produção de borracha e vender o material para os norte-americanos a um preço fixo" (Tradução Google).

CONFIRA A SEGUIR A TRANSCRIÇÃO DA REPORTAGEM ESPECIAL

By Juliana Barbassa (for Al Jazeera America)

Brazil finally compensates its ‘rubber soldiers’ from World War II, who died by the tens of thousands

PORTO VELHO, Brazil — After nearly seven decades, thousands of Brazilian men recruited during World War II to go into the Amazon and extract the rubber required for everything from airplanes to gun mounts are finally being compensated for their effort.

The Brazilian government is remitting 25,000 reals (roughly $7,800) to the survivors of the “rubber soldiers” program and their dependents throughout the month of March. But the 11,900 beneficiaries are a fraction of the more than 55,000 men and untold number of family members who participated in the program, which was partly sponsored by the U.S. government to fill a dangerous wartime rubber shortage.

The money is welcome, as the men are elderly and most are frail. But many of them say that this amount is a pittance meant to silence them and does not fulfill the promises made to them when they signed up.

“None of what they told us when we enlisted was delivered,” says José Romão Grande, 92, president of SINDSBOR, the Rubber Soldiers Union of the northern state of Rondônia. “We were used like animals and abandoned once the war was over.”

Politicians who sponsored the legislation defend the payment. It is an attempt to “balance what is fair and what is feasible,” said the amendment’s author, Congressman Arlindo Chinaglia, at a press conference. “This might seem late in coming, but is a way of honoring this segment [of the population],” he said.

The debt to Grande and other rubber soldiers has lingered since 1942, when the United States and Brazil struck a deal to avert a crisis and win the war.

At the start of World War II, the production of synthetic rubber was still in its infancy, and American factories relied on natural rubber to make battleships, life rafts, gas masks and other vital equipment. But when the Japanese invaded the Malay Peninsula in 1941, the United States lost access to more than 90 percent of its supply.

With a disastrous shortage looming, President Franklin Roosevelt turned to Brazil. It had once been the world’s largest producer of natural rubber — a position it held until seedlings of Hevea brasiliensis, the Brazilian rubber tree, were smuggled out of the Amazon by a fortune-hunting Englishman in 1876. After several failed efforts, rubber was grown with great success in vast Southeast Asian plantations. 

The Asian plantation rubber, processed into easy-to-use sheets, was cheaper and of better quality than Brazil’s, which came from trees that grew wild and at great intervals in remote stretches of forest and needed to be cured over sooty fires, producing blackened lumps that were studded with detritus. 

Faced with this competition, the Amazon’s rubber industry collapsed. But the trees were still there. All that was needed were men to tap them.

So in 1942, Brazil and the U.S. signed the most comprehensive economic and military assistance package attempted in the region up to that time. The United States provided hundreds of millions of dollars in loans, military equipment and development aid. Brazil in turn launched a five-year program to put men in the jungle, boost rubber production and sell the material to the Americans at a fixed price.

In its eagerness to get men into the forest quickly, the U.S. government even agreed to pay Brazil $100 per tapper. The resulting recruiting campaign targeted the northeast of the country, where much of the population was poor and made desperate by a prolonged drought. 

The posters appealed to the men’s patriotism: “More Rubber for Victory!” said one. Another showed Hitler cowering before a massive, bouncing tire, ostensibly made of Brazilian rubber. Some suggested a chance to make a decent living: “New Life in the Amazon!” and “Head to the Amazon, Land of Plenty!”

The government offered terms the men could not hope to find at home, promising to “enlist, transport, host, dress, feed, support and defend, by all means, the men who give themselves over to its care, in order to leave him healthy, strong and productive for work,” according to one propaganda booklet from the time. 

The appeal was irresistible to those trying to eke a living out of a parched landscape. Grande signed up on March 3, 1943, along with 200 other men from his hometown of Parnaíba, Piauí. He boarded a freight train, an oceangoing vessel and then other, smaller boats, each drawing him deeper into the arteries of Brazil’s hinterland. It took him months to reach the seringal, or rubber-extraction site, on the banks of the Caurés River in northeastern Amazonia.

It was about 1,500 miles, as the crow flies, from Parnaíba. He never saw his family again.

“You wouldn’t believe it, but still, at this age, I hear my mother calling me in my dreams,” he says now, leaning into his cane.

Upon arriving at the site, he was given a straw hat, sandals, a change of clothes and the curved knife he would need to slice into the tree trunks and draw out their milky white sap. Two men showed him how to recognize the Hevea tree by its height and its large, glossy leaves. And then he was on his own.

“The men were left to fend for themselves,” says Seth Garfield, a University of Texas at Austin professor who wrote a book on the U.S.-Brazil collaboration behind the rubber soldiers program.

The rubber industry had always been rife with abuse. When the men arrived, they found little had changed since the 19th century. Most tappers lived with their families in open-sided shacks they built from palm fronds. They ate what they could hunt and manioc that they grew themselves. 

Men who controlled swaths of forest where the rubber trees grew — the seringalistas — bought their rubber and sold them the few items they might need. These “rubber bosses” also administered wages and prices. 

Deep in the jungle the rubber soldiers soon realized the government was unable, or unwilling, to fulfill its promises. How they fared, whether they lived or they died, depended on their own abilities and their luck, the men say. 

“No one ever saw money in a seringal,” says Augusto Evangelista de Moraes, 85, who began tapping rubber as a child. (Many of the men brought their families, and the children worked alongside the adults.) “Our rubber was tallied as credit in the seringal store. At the end of the year we’d get some clothes, shoes, salt. Sometimes we’d go home already owing next year’s rubber.”

These debts chained the rubber tappers to the seringal long after the war was over. Without the means to go back home — free transportation back to the northeast was another failed promise — the men and their families had little choice but to remain. 

Not even death provided a way out, says Gabriel de Jesus, 80. His family reached the Seringal Bom Futuro, or Good Future, in April 1943. The drought had pushed the family off their subsistence farm in Aracati, in the interior of Ceará state, to the state capital of Fortaleza and then into the rubber soldiers program. De Jesus was 9 years old when they stepped off the boat and onto the banks of the Jaru River, where the seringal was located.

There was no help from the federal government or from anywhere else, he remembers. They survived by eating monkeys, peccaries, tapirs and other wild animals and went without schooling or medical care. No one knew how to read, not even the rubber boss, he remembers. His mother delivered 14 children in their shack. 

When his father died of typhus, the debt that accrued during his long illness fell to the children. “The boss would not forgive debt,” he says. “If you couldn’t pay, your children would have to or your wife. Debt lived longer than any of us.”

He stayed in the seringal, tapping rubber, until 1966. 

João de Oliveira Botelho, 82, was a lad of 12 when he started walking the forest trails in the predawn darkness to slice into the tree bark and place the small collecting cups under the suppurating wound. In the afternoon he would walk the trail again, collecting the sap. The evenings were reserved for curing the rubber on a rotating paddle over a smoky fire.

“We started working in the dark and we stopped in the dark,” he says. “We carried a kerosene lamp on our forehead to see, a rifle if we had one for the animals and a machete to cut trail. Rubber was my school and my life.”

Government presence in the region was so tenuous that official records of what happened to these workers are poor or nonexistent, Garfield says. “There were constant allegations of abuse being made by the workers, but these abuses could not even be registered in a systematic way.” 

A combination of the unfamiliar environment; attacks by indigenous tribespeople; poisonous insects and snakes; and diseases like malaria, yellow fever and typhus killed the rubber soldiers in droves. Garfield estimates one-third of the enlisted may have died within the first year. Other sources, such as SINDSBOR, say up to half the men may have died before the war ended.

But even such imprecise numbers indicate that the toll of World War II on Brazil was many times higher in the Amazon than in the battlefields of Europe, where 457 Brazilian troops out of 25,000 died.

The rubber program was a fiasco from the U.S. perspective, and not because of the possible loss of tens of thousands of lives. Despite all the millions of dollars the Americans invested, Brazil’s rubber production went from 16,135 tons in 1940 to only 22,350 four years later — a smidge, considering it took one ton of rubber to produce a tank and 75 for a battleship. 

What kept the Americans in fighting shape was synthetic rubber, developed during the same time in the United States with government support. By the time the war ended, the U.S. was a rubber exporter, producing nearly 840,000 tons a year. 

American involvement in the Amazon was “a slapdash rush in the forest, very contingent and opportunistic,” Garfield says. “Once synthetic rubber made up the gap and saved the U.S., they covered their contractual obligations and were gone.”

The Brazilian government also forgot the tappers. It wasn’t until 1988, under a new constitution, that the survivors were awarded a pension — $485 a month, less than one-third of the pension awarded the country’s World War II soldiers.

In 2011, President Dilma Rousseff signed a bill entering their names into an official roster of national heroes. But an earlier proposal, from 2002, that would have raised their pensions and given them benefits such as priority access to medical care, continued to languish in the Brazilian Congress. It was eventually scrapped in favor of the weaker amendment that awarded them the one-time payment now being distributed.

The youngest of the men are now in their 80s, but they are not done fighting. A suit by SINDSBOR is pending in federal court, demanding soldiers’ pensions and benefits.

“We are … heroes of this nation,” says Grande. “God willing, we will see justice done before the last of us dies.”