sábado, 19 de junho de 2010

Seria eu um risco para a segurança nacional?

Numa volta pelo centro de Porto Velho (em 18.06.2010), a fim de tirar fotografias de locais interessantes da cidade, bem como visando posteriomente nutrir os espaços de mídia das minhas páginas na Internet (Orkut, Flikr, Skyscrapercity, YouTube...), após terminar de registrar a decoração para a Copa 2010 da Av. Campos Sales com Av. Pinheiro Machado, resolvi fotografar a fachada da entrada lateral da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (fotos a seguir). Quando me dirigia para um outro ponto do centro da cidade um cara interrompeu sua caminhada e vei até mim, quando me perguntou não muito amistosamente porque e para quê eu tirei fotos da entrada da 17ª BIS, e eu respondi que tirara por que quis e que não haveria nada que me impedisse.

Foto tirada em 18.06.2010, a partir da Av. José Bonifácio

Foto tirada em 18.06.2010, a partir da Av. José Bonifácio

Foto tirada em 18.06.2010, a partir da Av. José Bonifácio

Possivelmente o homem era um dos militares daquela brigada, e depois de muita insistência disse a real finalidade das fotos (o que não era obrigado a fazer, pois o mesmo não estava uniformizado e eu não adentrara as dependências do estabelecimento militar para fotografar, apenas o fiz a partir da Av. José Bonifácio). Mesmo porque não há nada que me proiba de registrar a fachada do mesmo, tanto que já o fiz com as edificações da Base Aérea de Porto Velho, 5º Batalhão de Engenharia e Construção, e a Brigada de Infantaria de Selva de Guajará-Mirim. E em nenhuma das vezes tive problema de ser questionado acerca do que fazia (tirar foto).


Monumento a Santos Dumont - Base Aérea de Porto Velho


Base Aérea de Porto Velho


5º Batalhão de Engenharia e Construção

Brigada de Infantaria de Selva de Guajará-Mirim/RO

Brigada de Infantaria de Selva de Guajará-Mirim/RO

Despois de esclarecer a finalidade da foto a contragosto, mas apenas para encerrar a conversa (pois estava perdendo tempo) o mesmo falou que tal procedimento era por "medida de segurança". E é nesse ponto que me pergunto: o que eu, um cara que gosta de sair por ae munido apenas com uma mochila e uma máquina fotografica poderia fazer contra um estabelecimento militar? Que riscos eu poderia oferecer naquele momento à soberania nacional? Bom. Isso teria sido até cômico se não tivesse sido uma encheção de saco.

Quando ambos pegaram o seu rumo, eu só de pirraça disse que iria a partir dali tirar fotos do 5º Batalhão de Engenharia e Construção, e o outro replicou que iria ligar para o Serviço de Inteligência (ou Segurança) do batalhão.

Eu até teria ido lá, mas estava a pé, como praxe em meus passeios pela região central de Porto Velho.

Ah! E levando em consideração que o cara entrou nas dependências da 17ª Brigada suponho que ele era um militar mesmo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Loja de bordados presta péssimo serviço, ou melhor, nem presta

Bom. Já faz quase um ano que resolvi andar por aí com camisas personalizadas, isto é, estampadas com imagens regionais criadas por mim mesmo. Eu crio os desenhos e os levo a uma loja de bordados que coloca meu desenho sobre a camisa. Até hoje correu tudo bem, uma vez que, diferente das camisetas com temas regionais que vejo em lojas de artesanato, as que eu crio são menos carregadas e mais discretas.

Costumava sempre levar meus desenhos para serem bordados em uma certa loja, entretanto resolvi mudar, o que não foi uma boa idéia. Mais recentemente tive uma lamentável experiência com um certo quiosque de bordados que funciona no segundo piso do Porto Velho Shopping, o Fábrica de Bordados.


Porto Velho Shopping - Av. Rio Madeira com Calama

Quisque da Fábrica de Bordados no Porto Velho Shopping

Quisque da Fábrica de Bordados no Porto Velho Shopping

Por volta do dia 03 de junho de 2010 (não tenho certeza do dia, mas sim de que foi nesta semana) levei um de meus desenhos à Fábrica de Bordados para que confeccionasse meu desenho numa camiseta, inclusive paguei o sinal e ficamos acordados de que a camiseta estaria pronta na segunda-feira seguinte (07 de junho de 2010). Até aqui tudo bem.

No domingo uma das funcionárias me ligou dizendo que havia perdido o desenho que eu deixara para ser bordado, ocasião em que eu me dispus ir ao quiosque levar o desenho, porém avisei que levaria um outro, levando em consideração que não tinham feito nada ainda, já que me ligaram informando de terem perdido o que levara no primeiro dia.

Ao chegar no quiosque deixei o desenho e ficaram de me entregar a camiseta bordada ainda na data acordada.

Chegando segunda-feira me informaram que a pessoa que faz a “arte” (conversão do desenho levado à eles para o formato aceito pela máquina de bordar) ainda não havia feito a conversão do meu desenho. E eu, flexível como sempre, deixei para pegar em um outro momento, mas breve, e foi o que fiz. Sexta-feira (11 de junho de 2010) fui novamente ao quiosque, já certo de que depois de quatro dias já teria o serviço executado, porém, nada! Reclamei a moça que lá estava sobre a falta de respeito e compromisso deles para comigo, consumidor. A mesma me ofereceu como justificativa o fato da prestadora de serviço deles (a pessoa que converte o desenho) ainda não ter realizado a conversão do meu desenho, o que não aceitei, uma vez que eu/consumir não tenho nada a ver com os problemas entre a Fábrica de Bordados e seus fornecedores ou prestadores de serviços.

Naquela ocasião dei um ultimato para me entregassem a camiseta devidamente bordada na segunda-feira (14 de junho de 2010) seguinte, caso contrário procuraria meus direitos junto a via administrativa (PROCOM) e quiça faria uma queixa contra a Fábrica de Bordados junto à delegacia do consumidor (que em Porto Velho funciona no Shopping Cidadão), ou mesmo à Promotoria do Consumidor do Ministério Público de Rondônia.

Na segunda-feira do ultimato não pude ir ao quiosque, inclusive imaginei que seria favorável a eles uma vez que teriam mais tempo para cumprir com sua obrigação.

Deixei para ir na tarde de hoje (16 de junho de 2010), quarta-feira. Mas pra minha decepção a atendente me disse que não haviam feito o bordado pela falta da arte (meu desenho convertido), e se quer manifestou expressamente alguma lamentação. Fiquei surpreso por alguns instantes com a incompetência deles, e ainda pensei em cumprir com o que prometi, mas preferi não, pedi meu dinheiro de volta, pedi que removessem meu desenho de seus computadores e fui embora. Sei que fiz o errado, tendo em vista que o Código do Consumidor está aí para nos proteger e garantir nossos direitos, além de zelar pela a harmonia nas relações de consumeristas. Sem falar que é uma das leis mais bem vistas pelos doutrinadores no âmbito de seu conteúdo, e criticada por muitos por não ser praticada e muita das vezes desconhecida pelos consumidores. Abri mão de meu direito com a esperança de que a Fábrica de Bordados pense um pouco mais na qualidade do serviço que presta, e na falta de respeito com que tratam sua clientela.

Não sei se um dia voltarei a contratar com a Fábrica de Bordados, talvez quando estiver sob uma outra gerência, mais disposta em cumprir seus compromissos e que sobretudo respeite seus clientes como devem ser respeitados.

A seguir apresento os dois desenhos que queria ver bordado em uma camiseta. E que fique aqui registrado que os mesmos, por mais bobos que possam parecer, são minha exclusiva autoria.
 
Primeiro desenho entregue, que segundo a atendente fora perdido


Segundo desenho apresentado, uma vez que a arte do primeiro não fora feita

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aula de Medicina Forense no IML-RO

Hoje (08.06.2010) a aula da disciplina de Medicina Forense, do curso de Direito da Faculdade FARO, aconteceu no Instituto Médico Legal do Estado de Rondônia (IML/RO) em Porto Velho. A aula reuniu os acadêmicos da turma de Direito 76, sendo ministrada pelo Professor legista Genival Queiroga.

Neste dia o IML estava muito movimentado, e nesta aula excepcional tivemos a oportunidade de acompanhar pessoalmente partes da realização de três necrópsias.
Ao adentrar na sala onde acontecem os trabalhos sentimos um cheiro muito forte de carne estragada (ou algo parecido). Já dentro da sala nos deparamos com um dos legistas serrando o crânio de uma vítima com um serrote (de carpinteiro mesmo). O corpo da vítima estava sobre uma mesa especial, e conforme tinha seu crânio cerrado um outro legistava já estava fechando (costurando) o tórax e abdome que fora aberto para as investigações no corpo. O corte nessa região tem um nome muito estranho que não me recordo no momento, mas vulgarmente descrevendo o corte parte de um ombro ao outro, e do pescoço até o púbis, por isso o último nome da palavra composta que nomeia o corte é "pubiana".

Até aí tudo muito normal, porém o não muito comun, e longe do correto, é o ambiente onde tudo acontecia. A sala não conta com ar-condicionado, mas tão somente com um ventilador, o que justificava os legistas suarem tanto, bem como as janelas estarem abertas, e por sua vez o considerável número de moscas. Havia também algo que me parecia um frigorífico, com vários gavetões e em péssimas condições. E imagino que o cheiro fétido que tomava a sala era proveniente desse frigorífico.

Meu professor, legista deste IML, já havia comentado sobre as condições precárias em que se encontra aquele órgão, mas confesso que fiquei muito surpreso, pois o local é pior do que eu imaginava. Penso que os mortos não fazem muita questão de serem manipulados num local assim, porém vejo isso como um grande desrespeito aos famíliares das vítimas, bem como, e principalmente aos servidores que trabalham naquele local.

E pelo que presenciei, os problemas não exorbitam apenas em torno da estrura do prédio, mas também na falta de equipamentos e materiais necessários para os trabalhos, tanto que os legistas foram obrigados a deixar de recolher amostras do corpo de uma vítimas, morta, segundo as declarações por envenenamento, por faltarem materiais de coleta. Sem falar que esse tipo de exame laboratorial ao qual devriam as amostras serem submetidas possivelmente nem seja realizado pela unidade pública laboratorial, no caso o LACEN - Laboratório Central, que por acaso fica a poucas quadras do IML.

O IML não atende apenas vítimas mortas, mas também as vivas que foram vítimas de lesões corporais ou precisam por alguma razão e de alguma maneira serem analisada por um legista médico legal, geralmente por praxe policial ou para produção de prova. Nesse caso, o ambiente onde acontecem as perícias é menos pior que onde acontecem as necrópsias, a sala é pequena e conta com móveis e materias desgastados e muito antiquados.

Agora me questiono se é possível que os Secretários de Estado de Segurança Pública e o atual Secretário de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania não tiveram conhecimento das condições horrendas em que se encontra o Instituto Médico Legal do Estado de Rondônia. Acho muito improvável que os mesmos, inclusive o ex e atual governador não tivessem ao menos notícias de que esse instituto desde há muito tempo está condenado. Muito me admira ainda o Ministério Público Estadual ter se mantido inerte por muitos anos, sendo um dos órgãos usuários dos serviços do IML.

O Governo do Estado de Rondônia foi omisso por muitos anos, e somente no ano de 2009 resolveu construir um novo prédio, no finalzinho do segundo mandato do governador que esteve praticamente por oito anos à frente do estado de Rondônia. O novo prédio está sendo construído nas próximidades do atual, e com muita sorte ele ficará pronto ainda nesse biênio.

É vergonhoso ver o governo do Estado que tanto gosto tratar está área de sua administração dessa maneira. É mais triste e constrangedor se resolver comparar o IML do meus estado com os de outros. Lembrando ainda que absurdamente o IML de Rondônia em Porto Velho abrange na prática todo o estado (capital e interior), e mesmo funcionanando assim há tempos, nenhum governante fez uma obra reparadora significativa no prédio.

Para ecerrar devo admitir que fiquei menos impressionado com os cadáveres abertos do que com as péssimas condições em que os legistas tem que trabalhar.

domingo, 6 de junho de 2010

PrOtEsTo RïVeR | Prédio do Relógio【S.RÏVER】



Protesto Rïver será um espaço onde manifestarei minhas reclamações e críticas, nesta edição apresento as reais e tristes condições do Prédio do Relógio em Porto Velho.A edificação é uma das mais tradicionais do estado de Rondônia, foi construído para sediar a administração da Ferrovia Madeira-Mamoré, mas tarde abrigou outros órgãos, como o 5º Batalhão de Engenharia e Construção.
Hoje funciona no em suas instalações a SETUR - Superintendência Estadual do Turismo.A triste ironia é ver que o prédio abriga o órgão estadual que deveria primar e preservar o patrimônio histórico do estado, no entanto nem se quer dá conta de preservar a edificação em que se encontra, uma das lembranças da epopéia que deu origem a cidade de Porto Velho há quase 100 anos, a incrivel construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
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Protesto Rïver (Protest Rïver) is an area where manifest my complaints and criticisms in this issue present the real and sad conditions of the Prédio do Relógio (Building Clock) in Porto Velho.The building is one of the most traditional of the state of Rondonia, was built to host the administration of the Madeira-Mamoré Railway, it later housed other organs such as the 5th Engineer Battalion and Construction.
Today at work on its premises to SETUR - State Superintendent of Tourism.The sad irony is to see that the building houses the state agency that should excel and preserve the historical heritage of the state, though not even realize that preserving the building is one of the memories of the epic that gave rise to the city of Porto Velho for nearly 100 years, the amazing construction of the railroad railroad.
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Protesto Rïver (Protesta Rïver) es un área donde manifiesto mis quejas y críticas en esta edición presentan las condiciones reales y triste del Prédio do Relógio (Edificio del Reloj) en Porto Velho.El edificio es uno de los más tradicionales del estado de Rondonia, fue construido para albergar la administración del ferrocarril Madeira-Mamoré, que posteriormente albergó otros órganos, como el 5º Batallón de Ingeniería y Construcción.
Hoy en el trabajo en sus instalaciones a SETUR - Superintendente Estatal de Turismo.La triste ironía es ver que el edificio alberga a la agencia estatal que debe sobresalir y preservar el patrimonio histórico del estado, aunque no se dan cuenta de que la preservación del edificio es uno de los recuerdos de la epopeya que dio origen a la ciudad de Porto Velho durante casi 100 años, la construcción del ferrocarril increíble ferrocarril.

S.Rïver
Porto Velho - Amazônia - BRASIL
2010