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quinta-feira, 17 de março de 2011

VANDALISMO no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau em Porto Velho


Fotografia: Rondoniaovivo.com
 No final da tarde do último dia 15.03.2011 alguns operários da construção da UHE de Jirau, em Porto Velho (Zona Rural), promoveram uma manifestação em que teve início a depredação de vários veículos e instalações existentes no local. A Polícia Militar de Rondônia chegou na região apenas no dia seguinte, quando a situação foi parcialmente controlada.

Segundo a imprensa local foi noticiado que mais de 50 ônibus e outros veículos foram incendiados, além de instalações como os alojamentos dos próprios operários que foram depredados. Aqueles que não participaram dessa manifestação procuraram deixar o local, entretanto o canteiro obras apesar de estar no município de Porto Velho, está muito distante do perímetro urbano da capital, tendo como regiões povoadas mais próxima os distritos de Jaci-Paraná e Nova Mutum.

Ainda segundo a imprensa local foi noticiado que o departamento de comunicucação social foi saqueado por manifestantes encapuzados que pegavam  tudo o que "viam pela frente e ameaçando atear fogo no escritório". E caixas eletrônicos foram violados e carregados para uma região de matagal, onde o dinheiro contido dentro dos mesmos foi rateado entre um grupo de manifestantes.

A Polícia Militar já se encontra no local e permanecerá até que a situação esteja totalmente sob controle, e foi noticiado nesta quinta-feira (17.03.2011) que o Governo do Estado de Rondônia já pediu solicitou ajuda da Força de Nacional de Segurança a fim de evitar novos atos de vandalismo no canteiro de obras da UHE de Jirau.

Uma das razões para tudo isso pode ser a seguinte: como estão instalados os canteiros de obras de duas grandes usinas hidrelétricas no município, as mesmas absorvem um grande número de mão-de-obra que por sua vez não a encontra com facilidade por aqui, obrigando os consórcios a reduzirem os rigores de contratação, como a exigência de antecedentes criminais e avaliação mais minuciosa do perfil de seus candidados à contratação. Pode-se entender que os consórcios de Santo Antônio e Jirau estão contratando de maneira mais célere ante a necessidade de pessoal, e entre esses contratados alguns não são tão idôneos como se esperava, mas ao contrário, o que justifica os verdadeiros atos de vandalismo; criminalidade que aconteceu nessa semana no canteiro de obras da Usina de Jirau.

As fotos a seguir foram capturadas pela equipe de jornalismo do site Rondoniaovivo.com:




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

JOVENS INFRATORES DE "CLASSE MÉDIA ALTA... NA PRÁTICA: CRIMINOSOS

 

Recentemente foi noticiado o caso de jovens de classe média alta que espancaram barbaramente (14.11.2010) pelo menos três pessoas em plena Av. Paulista em São Paulo. Os jovens estavam em cinco, e segundo a imprensa, trajavam roupas de grife, sendo segundo ataque o mais covarde, pois um dos jovens agrediu o estudante de jornalismo Luiz Alberto, 23 anos, com duas lâmpadas fluorescentes, ferindo gravemente o rosto do rapaz. E segundo testemunhas existe a suspeita de que os rapazes da primeira agressão foram vítimas de homofobia.

Rapaz agredido covardemente com lâmpadas fluorescente no rosto.


O grupo de jovens agressores foi detido, mas já se encontram em liberdade. Vale salientar que quatro dos delinqüentes são menores de idade... (cheiro de impunidade no ar).
Esse não é o primeiro caso em que jovens são autores de práticas criminosas, sim, pois apesar de nesse caso grande parte dos marginais serem menores de idade, a conduta praticada é tida como crime, aliás, crimes, mas vamos ficar apenas com a “lesão corporal” que é mais perceptível. Em Brasília o caso dos adolescentes classe média alta que atearam fogo num índio que dormia numa parada de ônibus alarmou a sociedade brasileira na época, porém, casos como esse ainda devem acontecer Brasil afora, apenas não são explorados pela mídia.

O índio pataxó Galdino José dos Santos foi queimado vivo enquanto dormia num ponto de ônibus por jovens de classe média alta de Brasília. Os assassinos alegaram que imaginaram se tratar de um morador de rua (como se fosse lícito matar moradores de rua).

O mais curioso é o fato dos autores dessas práticas de violência e brutalidade serem praticadas por jovens de “classe média alta”, o que faz cair por terra o argumento de que jovens pobres são mais suscetíveis à marginalidade, aliás, é até um mínimo tolerável acreditar que um jovem pobre acabe tendo esse tipo de comportamento, uma vez que é sabido da grande dívida que o Estado tem para com as classes menos favorecidas, pois são bem mais dependentes de assistência estatal que as classes sociais mais altas, carecendo primordialmente de uma educação de qualidade, mas também de oportunidades e serviços que deveriam ser oferecidos com eficiência pelo Poder Público, entretanto no nosso país a má qualidade ou mesmo a ausência disso tudo chega a ser a regra.

Escolas com o mínimo de condições estruturais para oferecer uma educação de qualidades às crianças.

A omissão do Estado afeta até mesmo a família, e olha que esta instituição deveria ser zelada e protegida pelo próprio Estado, por exemplo, os pobres que não tem condições de pagar uma babá para cuidar de seus filhos pequenos geralmente não encontram creches públicas nas proximidades de sua casa, sendo obrigados a deixarem seus filhos sozinhos. É claro que nenhum pai ou mãe conseguem ficar tranqüilos sabendo que seus filhos estão em casa desamparados, entretanto a necessidade justifica, pois precisam trabalhar para garantir o sustento da família. Com isso os pais, mesmo sem querer, acabam se tornando ausentes na educação dos filhos, e muitas das vezes não acompanham o crescimento tampouco conseguem saber com quem seus filhos se relacionam.

Por outro lado é muito difícil aceitar que um jovem de classe média alta pratique condutas como essas que nos assombram sociedade e é repudiável por qualquer pessoa que tenha o mínimo de humanidade; comportamentos que não condizem com pessoas da classe social que ocupam, ora, esses jovens tiveram oportunidades de uma educação de qualidade em escolas particulares, oportunidades de lazer saudáveis e qualificação, como cursos profissionalizantes ou mesmo de idiomas, logo era de se imaginar que fossem inteligentes e dotados de bom senso (como a maioria deles),e ainda, geralmente depois de crescidos os jovens de classe média alta continuam tendo suas vontades (por mais fúteis ou supérfluas que sejam) supridas pelos seus pais, coisa que jovens pobres não têm, o que propicia que os mesmos teoricamente sejam cada vez mais empurrados para o mundo da criminalidade (o que não justifica, uma vez que comportamento tem mais a ver com caráter, entretanto essa questões ambientais devem também ser consideradas pois em terminadas situações são mais determinantes).

Ao passo que é de certa forma menos grave jovens pobres serem delinqüentes, é gravíssimo e quase que inaceitável jovens de posição econômica razoável espancarem pessoas sozinhas em bando, pois é um comportamento digno de um animal sem um mínimo de racionalidade. Aliás, animais irracionais geralmente têm motivos para atacarem. E esses delinqüentes juvenis? Nem isso tem. O que os tornam piores... E somado com a covardia de se juntarem em bando para atacar uma única pessoa, os tornam inferiores.
Em Porto Velho é comum ver no final das noites jovens com seus carros, ou os de seus pais mais irresponsáveis ainda, dirigindo em alta velocidade pelas ruas e avenidas da cidade. E pra piorar, consumindo bebida alcoólica. É como se as leis de trânsito fossem suspensas a partir de determinada hora da noite em Porto Velho, e somada à fiscalização quase inexistente ou mesmo muito ineficiente na cidade nesses horários, torna tudo muito perigoso.
Acidentes envolvendo jovens condutores e bebidas alcoólicas são comuns em Porto Velho, e particularmente, por mais desumano que pareça, lamento muito se em um desses acidentes um patrimônio público, como um poste, for danificado. Ora, os jovens não são crianças, aliás, fazem questão de não serem comparados como tal, então resta claro que os mesmos tem ciência que bebida alcoólica e direção não são nada recomendáveis, porém, se eles insistem nisso é sinal que tão procurando se “sarna para se coçarem” ou até mesmo morte. Se eles não têm pena deles mesmos, eu sinto muito, mas não vai ser eu que vou ter. Ao contrário, pois além de colocarem a vida deles em risco, colocam também as de outras pessoas. Imagine uma mãe e seus filhos dormindo, quando de repente um carro derruba a parede matando seus filhos, e no automóvel um grupo de jovens embriagados que saem praticamente ilesos. Isso é revoltante!

Na minha grosseira opinião queria que aquela quadrilha (pois na prática é o que aqueles jovens formaram, apesar de teoricamente não ser considerado assim) detida em São Paulo por espancar covardemente um rapaz e outras de casos análogos recebessem um castigo semelhante ao ato que praticaram, isto é, deveriam levar uma surra da polícia pra aprenderem a ser homens. Pena que isso seria abuso de autoridade, mas confesso que possivelmente se fosse delegado, ficaria tentado a fazer vista grossa se policiais chegassem à delegacia com “playboys” arrebentados, pois se eles nunca apanharam em casa, quando faziam algo de errado a fim de serem corrigidos, então nada mais tolerável que apanhem da polícia quando transgredirem a lei.
Fico imaginando como será se abolir a palmada como meio corretivo nas crianças... Claro que sou radicalmente contra as surras e espancamentos de crianças, mas sou a favor de umas boas palmadas para corrigir comportamentos negativos de uma dos pequenos. Elas precisam saber que seus atos têm conseqüências que nem sempre são boas. Assim adquirem responsabilidades, e aprendem a pensar antes de agirem, diferente de quando uma criança apresenta desvio de comportamento e seus pais se desatam a achar aquilo engraçado; “passam a mão na cabeça”. Quem cresce assim não tem limites em seus atos, pois quando crescem ainda carregam essa mentalidade.


O Estatuto da Criança e do Adolescente é outro lei que está muito atrasada à realidade atual e precisa ser urgentemente revisto, pois acoberta verdadeiros “criminosos juvenis”. É comum ouvir da própria boca de alguns adolescentes infratores que eles se sentem à vontade para realizar condutas criminosas porque sabem que não serão punidos exemplarmente por estarem ainda na condição de “menor”. O ECA deveria ser reformulado e atualizado à realidade que estamos vivendo hoje, onde adolescentes não são mais tão ingênuos e inocentes quanto aos de épocas passadas. Esse estatuto deveria ser mais direcionado às crianças, e não mais a jovens a adolescentes que apesar de esclarecidos (graças às inúmeras modalidades de modalidades de disseminação de informação) estão cada vez mais indisciplinados e agressivos.

Deixando um pouco de lado as lamentáveis condições do Sistema Carcerário Brasileiro, casos como esses que estão acontecendo nos faz pensar sobre a diminuição da maioridade penal no Brasil, entretanto sou a favor de punir transgressores de qualquer idade, desde que avaliada a mentalidade do autor, a fim de verificar se o mesmo tem discernimento do que é certo ou errado, permitido ou proibido. Essa seria a maneira ideal de atribuir responsabilidade penal alguém, pois em vez de delimitar isso a uma faixa etária corremos o risco de punir rigorosamente um e mais brandamente outro. O que quero dizer é que boa parte dos jovens com menos de 18 em épocas atuais têm plena consciência do que certo ou errado, bem como suas conseqüências, tanto que alguns já podem inclusive votar (o que é uma grande responsabilidade), logo deveriam ser punidos na medida de sua consciência sobre o ato ilícito que praticaram, isto é, deveriam ser punidos de acordo com o Código Penal, mas não como pessoa adulta, e sim como pessoa ciente de seus atos e do ônus que acarreta.
Mas tudo isso precisa ser amplamente discutido, e também é aí onde está o problema. A sociedade brasileira não tem paciência para discutir assuntos como esses, cabendo aos legisladores discutirem isso. E por mais que a teoria insista que nossos legisladores são representantes do povo isso na prática é uma grande inverdade, pois resta claro que os mesmos em sua maioria legislam em causa própria ou para poucos. A sociedade e a cultura brasileria está cada vez pior, ora, uma sociedade inerte às atrocidades e absurdos que chegam ao seu conhecimento, e um povo que acha normal um “político roubar mas fazer alguma coisa”, e mais, aceitar que um menor de idade subtraia coisas, espanquem e até mesmo matem pessoas sem serem rigorosamente punido; ou ressocializados.
Infelizmente não sei me expressar muito bem, e sou sensato o suficiente para afirmar que por escrito me expresso pior ainda. Entretanto imagino que mesmo de forma complicada tenha conseguido transmitir alguma coisa sobre o que penso acerca dessa questão, que por sua vez deveria ser muito discutida, tendo em vista que envolve algo muito além que expus aqui. Caso tenha um posicionamento diferente (e imagino que muita gente o tenha... quase todo mundo) adoraria receber comentários ou críticas, que por sua vez costumam ser sempre construtivas, mesmo que negativas.

JORNAL DA GLOBO
23 de novembro de 2010 - 23:23  PVH

Por determinação da Justiça os menores envolvidos no espancamento de pessoas em São Paulo retornaram para a Fundação Casa (abrigo destinado a acolher o menor infrator... uma espécie de "presídio" para menores), e o único maior de idade foi indiciado como incurso no crime homicídio tentado. A determinação judicial foi motivada pelo surgimento de vídeos (provas indismentíveis) onde aparecem os jovens baderneiros estourando duas lâmpadas fluorescente no rosto de um rapaz e outro vídeo que mostra os cinco garotos espancando um único rapaz.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Loja de bordados presta péssimo serviço, ou melhor, nem presta

Bom. Já faz quase um ano que resolvi andar por aí com camisas personalizadas, isto é, estampadas com imagens regionais criadas por mim mesmo. Eu crio os desenhos e os levo a uma loja de bordados que coloca meu desenho sobre a camisa. Até hoje correu tudo bem, uma vez que, diferente das camisetas com temas regionais que vejo em lojas de artesanato, as que eu crio são menos carregadas e mais discretas.

Costumava sempre levar meus desenhos para serem bordados em uma certa loja, entretanto resolvi mudar, o que não foi uma boa idéia. Mais recentemente tive uma lamentável experiência com um certo quiosque de bordados que funciona no segundo piso do Porto Velho Shopping, o Fábrica de Bordados.


Porto Velho Shopping - Av. Rio Madeira com Calama

Quisque da Fábrica de Bordados no Porto Velho Shopping

Quisque da Fábrica de Bordados no Porto Velho Shopping

Por volta do dia 03 de junho de 2010 (não tenho certeza do dia, mas sim de que foi nesta semana) levei um de meus desenhos à Fábrica de Bordados para que confeccionasse meu desenho numa camiseta, inclusive paguei o sinal e ficamos acordados de que a camiseta estaria pronta na segunda-feira seguinte (07 de junho de 2010). Até aqui tudo bem.

No domingo uma das funcionárias me ligou dizendo que havia perdido o desenho que eu deixara para ser bordado, ocasião em que eu me dispus ir ao quiosque levar o desenho, porém avisei que levaria um outro, levando em consideração que não tinham feito nada ainda, já que me ligaram informando de terem perdido o que levara no primeiro dia.

Ao chegar no quiosque deixei o desenho e ficaram de me entregar a camiseta bordada ainda na data acordada.

Chegando segunda-feira me informaram que a pessoa que faz a “arte” (conversão do desenho levado à eles para o formato aceito pela máquina de bordar) ainda não havia feito a conversão do meu desenho. E eu, flexível como sempre, deixei para pegar em um outro momento, mas breve, e foi o que fiz. Sexta-feira (11 de junho de 2010) fui novamente ao quiosque, já certo de que depois de quatro dias já teria o serviço executado, porém, nada! Reclamei a moça que lá estava sobre a falta de respeito e compromisso deles para comigo, consumidor. A mesma me ofereceu como justificativa o fato da prestadora de serviço deles (a pessoa que converte o desenho) ainda não ter realizado a conversão do meu desenho, o que não aceitei, uma vez que eu/consumir não tenho nada a ver com os problemas entre a Fábrica de Bordados e seus fornecedores ou prestadores de serviços.

Naquela ocasião dei um ultimato para me entregassem a camiseta devidamente bordada na segunda-feira (14 de junho de 2010) seguinte, caso contrário procuraria meus direitos junto a via administrativa (PROCOM) e quiça faria uma queixa contra a Fábrica de Bordados junto à delegacia do consumidor (que em Porto Velho funciona no Shopping Cidadão), ou mesmo à Promotoria do Consumidor do Ministério Público de Rondônia.

Na segunda-feira do ultimato não pude ir ao quiosque, inclusive imaginei que seria favorável a eles uma vez que teriam mais tempo para cumprir com sua obrigação.

Deixei para ir na tarde de hoje (16 de junho de 2010), quarta-feira. Mas pra minha decepção a atendente me disse que não haviam feito o bordado pela falta da arte (meu desenho convertido), e se quer manifestou expressamente alguma lamentação. Fiquei surpreso por alguns instantes com a incompetência deles, e ainda pensei em cumprir com o que prometi, mas preferi não, pedi meu dinheiro de volta, pedi que removessem meu desenho de seus computadores e fui embora. Sei que fiz o errado, tendo em vista que o Código do Consumidor está aí para nos proteger e garantir nossos direitos, além de zelar pela a harmonia nas relações de consumeristas. Sem falar que é uma das leis mais bem vistas pelos doutrinadores no âmbito de seu conteúdo, e criticada por muitos por não ser praticada e muita das vezes desconhecida pelos consumidores. Abri mão de meu direito com a esperança de que a Fábrica de Bordados pense um pouco mais na qualidade do serviço que presta, e na falta de respeito com que tratam sua clientela.

Não sei se um dia voltarei a contratar com a Fábrica de Bordados, talvez quando estiver sob uma outra gerência, mais disposta em cumprir seus compromissos e que sobretudo respeite seus clientes como devem ser respeitados.

A seguir apresento os dois desenhos que queria ver bordado em uma camiseta. E que fique aqui registrado que os mesmos, por mais bobos que possam parecer, são minha exclusiva autoria.
 
Primeiro desenho entregue, que segundo a atendente fora perdido


Segundo desenho apresentado, uma vez que a arte do primeiro não fora feita

sábado, 20 de março de 2010

Ivo Cassol, governador de Rondônia, é inocentado pelo TSE

Governador Ivo Narciso Cassol

No dia 16 de março de 2010 o governador do estado de Rondônia, Ivo Cassol, foi inocentado no processo cassação do seu mandato por compra de voto. Porém ainda tenho minhas dúvidas sobre a inocência do governador, uma vez que a Polícia Federal vem realizando ótimos trabalhos, assim como o Ministério Público no combate à corrupção, e levando em consideração também que o Judiciário Brasileiro já não tem a credibilidade que um dia teve. Ultimamente as cortes superiores do país tem decepcionado bastante a sociedade brasileira, principalmente o STF, a mais alta corte do país, com suas decisões muitas das vezes surpreendentes e decepcionantes.

Um dos fatos mais curiosos foi a rápida movimentação do presidente do STF, Gilmar Mendes, para soltar o banqueiro Daniel Dantas após ter sua prisão temporária decretada pelo juiz federal Fausto De Sanctis, o que foi no mínimo estranho, uma vez que, em gravações telefônicas, assessores de Dantas afirmaram estarem preocupados com ações na primeira instância da Justiça porque nos tribunais superiores o banqueiro não deveria ter problemas para se livrar das acusações.

Outra situação foi o STF, em 13/08/2008 ter aprovado a 11ª súmula vinculante restringindo o uso de algemas, permitindo-as em situações muito excepcionais. O curioso de tudo isso é que a Suprema Corte do Brasil poderia ter tido esse entendimento há muito tempo, entretanto só veio se manifestar numa época em que quadrilhas formadas por bandidos ricos e poderosos como políticos, empresários e outros estão sendo desbaratadas, e isso graças aos serviços da Polícia Federal e Ministério Público.

Voltando ao caso Ivo Cassol, caberá ao Ministério Público recorrer ao STF, a fim de que o caso tenha uma terceira apreciação. Mesmo sabendo das condições em que a suprema corte do país está, vale a pena conferir o que ela tem a dizer e decidir sobre o processo.

Uma verdade é que mesmo que o STF casse o mandato do governador Ivo Cassol, não vai adiantar de muita coisa, tendo em vista que o mesmo está já no término do mandato. E isso só mostra o quanto a justiça brasileira é morosa, situação que acaba prejudicando a todos que dela depende.

Em entrevista ao programa “A Hora do Povo” da rádio de seu ex-secretário de estado da Casa Civil, Odacir Soares, o governador disse estar aliviado e alegou ter sido feito justiça, o que era de se esperar que fizesse. Destacou seus trabalhos no tempo em que está à frente do governo do estado, e disse algo que chamou minha atenção, Ivo Cassol afirmou que a saúde no estado “melhorou” durante os seus mandatos, porém imagino que para ele falar isso, sua excelência o governador tenha se esquecido, ou preferiu ignorar a existência do Hospital João Paulo II. Para quem não conhece, este é o segundo maior hospital público da cidade de Porto Velho, quiçá do estado, além de ser também um pronto-socorro. Mas o que boa parte da população sabe, principalmente quem depende dos serviços públicos de saúde, é que a unidade está em condições precárias, e oferece um atendimento que atenta à dignidade da pessoa humana, uma vez que os pacientes são atendidos nos corredores e até na recepção. É um desrespeito tremendo; uma falta de humanidade gritante para com a população por parte do governo, e se eu fosse o governador do estado eu teria vergonha na cara de em cadeia estadual dizer que a saúde em Rondônia melhorou sabendo das condições em que está o Hospital João Paulo II.

Hospital e Pronto Socorro João Paulo II

O curioso é perceber que entidades de proteção aos Direitos Humanos não se manifestam acerca dos problemas existentes no hospital, ao contrário do que acontece quando se fala de presídios. Será que a dignidade de presidiários é mais importante, ou mais necessitada de proteção do que a de trabalhadores que passam mal bocados em hospitais como o João Paulo II Brasil afora? Pra mim todos devem ter seus direitos e sua dignidade resguardada e protegida!

Ainda sobre saúde, o governador destaca a obra do hospital de Cacoal (cidade do interior do estado), porém a crítica sobre este hospital está no fato dele estar sendo construído com recursos dos consórcios construtores das usinas hidrelétricas do Madeira em Porto Velho, isto é, o maior impacto e os danos sociais que as hidrelétricas do Madeira causarão serão sentidos diretamente pela capital, porém o governador resolve pegar os recursos que deveriam ser investidos em obras que amenizem os problemas sociais que já estão acontecendo em Porto Velho, ele acha por certo construir um grande hospital no Interior, há cerca de 479 km da capital.

Claro que não sou contra a construção de uma unidade de saúde de grande porte no interior, ao contrário, pois já estava na hora do interior do estado receber um investimento dessa magnitude no área da saúde, porém esse hospital deveria ser construído com recursos próprios do estado de Rondônia, e não com as verbas de compensação dos consórcios construtores das hidrelétricas. Não sei se essa idéia realmente foi com o único intuito de diminuir o encaminhamento de pacientes do interior para serem atendidos na capital, ou se com isso o governador quis ganhar a simpatia dos interioranos visando sua eleição para Senador. É difícil não deixar de pensar nessas hipóteses...

Outro ponto negativo e que tem trazido grandes transtornos a Porto Velho, é a rixa que vem se arrastando entre o prefeito da capital, Roberto Sobrinho, e Ivo Cassol. O que é lamentável uma vez que se houvesse pareceria Porto Velho se desenvolveria melhor e mais rapidamente, o que tem acontecido com regiões onde seus administradores e governantes são mais sensatos.

Algo importante a comentar, é a péssima fama que Rondônia está ganhando em cenário nacional como um estado onde impera a corrupção. Como uma “terra sem lei”. E pior que isso é a confirmação de que boa parte da população é conivente com essa podridão que acontece na política local, o que suja a imagem do estado de Rondônia. Como exemplo disso, me lembro da Operação Dominó (04/08/2006) que envolveu o governador do estado e grande parte dos deputados estaduais de Rondônia, além de outras autoridades e personalidades importantes. O escândalo foi gerado graças à denúncia de Ivo Cassol através de vídeos, tal como a exibição dos mesmos no programa Fantástico (TV GLOBO), em que mostravam deputados pedindo propina ao governador. Estiveram envolvidos na operação autoridades muito importantes do estado como, além do governador, o presidente do Tribunal de Justiça (Sebastião Teixeira Chaves) e o presidente da Assembléia Legislativa (Carlão de Oliveria), além de muitos outros.


Carlão de Oliveira - Ex presidente da ALE-RO
No dia em que a reportagem, que ficou conhecida como “As Fitas do Fantástico” foi veiculada em cadeia nacional, o estado de Rondônia não assistiu junto com todo o país, pois o Tribunal de Justiça numa manobra repudiável “censurou” a exibição em Rondônia. Na hora em que a reportagem era transmitida pelo programa, a TV Rondônia, afiliada da Rede Globo, colocou uma tela azul com a numeração do ato que “censurou” a exibição do trabalho jornalístico naquele momento em Rondônia. Somente posteriormente, no Jornal Nacional, a reportagem foi exibida para os rondonianos.

O lastimável; o absurdo; o constrangedor é que apesar desse grande escândalo boa parte do povo de Rondônia, na eleição imediatamente posterior à Operação Dominó, conseguiu reeleger vários candidatos que estiveram envolvidos no esquema de corrupção, entre eles o governador Ivo Cassol e Carlão de Oliveira. Imagino que tenha acontecido por duas razões, ou grande parte do povo de Rondônia é formada por pessoas pobres e/ou ignorantes, facilmente suscetíveis de serem persuadidas por promessas vazias ou agrados tentadores; ou então é um povo que de fato não tem vergonha na cara, e que se mostra conivente e permissivo com a podridão que assola a política no estado, seja talvez por que tem algum benefício particular caso seu candidato seja eleito.

Da Operação Dominó poucos foram punidos, e um deles com uma “pena” revoltante: aposentadoria compulsória. Essa foi a punição imposta pelo CNJ ao ex-presidente do TJ-RO, Sebastião Teixeira. E uma a cena que pra mim foi demasiadamente absurda e constrangedora, foi a veiculada nos noticiários locais mostrando Carlão de Oliveira saindo da prisão temporária (parece-me que no centro de correição da PF) sendo recebido por simpatizantes que jogaram pétalas de rosas no seu caminho. O que pra mim foi sem dúvida uma atitude no mínimo de péssimo gosto.


Sebastião Teixeira - Ex-presidente do TJ-RO

Hoje já há comentários de pessoas que afirmam terem já escolhido em quem votar nas próximas eleições, só porque o tal candidato que já ocupa um determinado cargo político fez algo que as beneficiaram, seja porque asfaltou a rua na frente da sua casa, ou criou o programa que permitiu o ingresso de seu filho em uma faculdade, ou então, e mais recentemente, porque foi aprovada uma determinada PEC de transposição... Bom, quanto a isso fico triste e decepcionado porque estas pessoas estão pretendendo votar num candidato tomando por base um único feito, que diga de passagem nada mais é do que sua obrigação, pois elegemos governantes para isso mesmo; para trabalharem. Não podemos nos deixar impressionar pelos trabalhos deles, uma vez foram eleitos justamente para isso. Muito mais que levar em consideração seus trabalhos durante o tempo em que estiveram no poder, devemos levar em consideração também várias outras situações, como inclusive, e por exemplo, procurar saber sobre a idoneidade do candidato.

Pra encerrar quero deixar aqui o meu repúdio à frase que costumam atribuir a alguns políticos: “ele rouba, mas pelo menos faz alguma coisa...”. Essa frase é o fim, pois mostra a que ponto degradante que o povo brasileiro chegou. Ora, político tem fazer; trabalhar, e muito, e jamais roubar, nem mesmo um centavo do erário público, e devemos condenar qualquer político, digo, os muitos políticos que fazem o contrário.

Só com o voto poderemos acabar com muita coisa podre que acontece nos palácios,e até fora deles. Porém precisamos também mudar essa nossa cultura de sermos inertes à tudo de ruim que acontece no nosso país, principalmente na política. Precisamos exigir mais nossos direitos, nem que para isso precisemos fazer estardalhaços. Não podemos nos revoltar com a obrigação de ir votar, mas sim com a corrupção que assombra os vários setores do país. Não reneguemos o direito que nossos ascendentes lutaram heroicamente para que o tenhamos hoje: a oportunidade de alguma forma participar do processo democrático. Sei que a obrigação para isso foi um exagero, mas antes obrigado a votar do que “não poder votar”. A questão é durante o período que antecede as eleições analisemos bem os candidatos a cargos políticos, e procuraremos escolher os candidatos mais honestos (se houver) ou os menos ruim.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cooperação Internacional pela Amazônia


Estive pensando nos últimos dias e percebi que a Internacionalização da Amazônia não seria algo tão ruim.
Tomando por base a Amazônia Brasileira. Não prudente deixar a maior parte dessa riqueza natural nas mãos de um único país, o Brasil, um país que pode acabar totalmente com a Floresta, como fez com a Mata Atlântica, e parece não ter aprendido a lição da importância dos recursos naturais, um país onde vigora a ganância e a corrupção em quase todos os setores da sua Administração.

Penso que se impuséssemos algumas condições e fizéssemos alguns ajustes da maneira de como se dará, a Internacionalização da Amazônia seria viável; muitos países cuidariam daqui, e haveria um jogo de 'freios e contra pesos' entre os eles; um fiscalizaria o outro e todos cuidariam da preservação e exploração científica da Amazônia em prol da humanidade, com estudos de relevante importância para a cura de moléstias que ameaçam a raça humana. Coisa que o Brasil deixa a desejar, nossas universidades são deficientes, e são poucas as equipes de pesquisas que tem o apoio do governo para se desenvolverem. O sucesso do Brasil com pesquisas importantes se dá principalmente, na maioria dos casos, ao empenho dos pesquisadores, que mesmo com as dificuldades conseguem êxito em seus trabalhos.

A Amazônia tem grande valor para toda a humanidade, e não seria justo um país deter essa preciosidade, principalmente quando este país é irresponsável. Um país que não sabe fiscalizar de maneira rigorosa e preventiva, de forma a impedir o desmatamento e queimadas na floresta; um país onde é comum a impunidade; um país que na prática se esquece da importância que essa região tem para o planeta.

Apesar de ser um brasileiro, e acreditem, tenho orgulho e gosto do meu país, pois ele dá raros motivos para isso; entretanto a maneira como minha região é tratada pelos governantes e autoridades federais, e também por alguns habitantes de regiões do cone-sul do país é triste e revoltante. As autoridades por não investirem como se deve na região e os populares por fazerem o que intitulam de "brincadeira" ao questionarem a existência do estado do Acre, insinuando que este não integre ou não seja importante suficiente para ser lembrando; coisa que pra mim só pode ser uma coisa: péssimo domínio do conhecimento da geografia do Brasil. Também nos ofendem ao dizerem que aqui só existe "mato" (Floresta Amazônica), ou por ignorância confundir Amazônia com Amazonas, e mais, sugerirem que não somos civilizados e nem desenvolvidos.

Mas vá falar em Internacionalização da Amazônia para algumas pessoas do cone-sul do país, o que imediatamente farão será se encher de um falso patriotismo e se colocar terminantemente contra a internacionalização, mas pergunte: o que essas pessoas sabem sobre a região? Onde fica? Que estados abrange? Quais países fazem parte? Muitos não irão saber responder. Então porque alguém pode querer para si algo que não conhece e nem faz questão de conhecer? E pior, também menospreza.

Acho que está na hora dos brasileiros conhecerem um pouco melhor o seu país e valorizar a região Amazônica, pois vejo na Internacionalização da Amazônia uma chance de investimentos reais na região, muitos países com certeza investiriam aqui e nos habitantes daqui, teríamos educação, saúde, estrutura, desenvolvimento responsável. Coisa que o Governo Brasileiro nem sonha em nos oferecer. Saibam que construções importantes para a região dependem de negociatas entre governantes e particulares, coisa típica de Brasil.

Já as jóias do PAC (a construção de duas grandes hidrelétrica no Rio Madeira em Porto Velho) poderia ser um exemplo da preocupação do Governo com a região e seus habitantes, porém o interesse maior é apenas a garantia de energia para o sul do Brasil, tendo em vista que a energia gerada será encaminhada em rede contínua para o cone-sul, de forma que nenhum estado da Amazônia Ocidental receberá a energia que será gerada na região. Isso mostra que o Brasil age da mesma forma que muitos alegam que os outros países agiriam na Amazônia: com interesse na exploração de recursos naturais somente.

Posso estar sendo precipitado, mas do jeito que está a situação é decepcionante.

Eu já não sei mais se vale a pena sustentar a frase: 'A Amazônia é nossa!'

PS: Não quero generalizar. ‘Sei que temos pessoas cultas e esclarecidas que se dão ao trabalho de conhecer o local que a humanidade dependerá em um futuro que não está muito longe.

________ :.: ________

Muito bem...
Aconteceu o que eu esperava.
Ainda assim, acho prudente a Internacionalização da Amazônia, e imagino que de fato acontecerá a cooperação entre os países para a exploração científica e preservação da floresta. Os países desenvolvidos realmente fizeram muita coisa errada com suas reservas naturais, mas na época o mundo não estava ligando tanto para os riscos que a humanidade corre com o aquecimento global e a possível falta de água doce. Os países saberão cuidar da Amazônia, e o que garante isso será a já mencionada relação de "freios e contra pesos" que haverá nesta relação, que obviamente se dá por um rigoroso Tratado Internacional; um país fiscalizará o outro.

Dizem que o Brasil não foi o único país por ignorância a destruir uma floresta, mas na atualidade é de tamanha ignorância, e contradição, que em tempos que o mundo acorda para a acelerada destruição do planeta o Brasil resolva opinar sobre questões ambientais em âmbito internacional, enquanto suas próprias florestas estão sendo destruídas (derrubadas e queimadas) em ritmo acelerado, e o governo: inerte.

Não interpreto as "brincadeiras" com os estados da comunidade amazônida como de fato brincadeiras, mas sim como ofensa. Todos os estados da República Federativa do Brasil são iguais e nenhum é politicamente melhor que o outro, todos tem a sua autonomia e o Estado Brasileiro a soberania. O que deveríamos fazer é promover a integração nacional, coisa que muita gente deixa de lado, desprezando a importância que isso tem para força de uma nação.
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As pessoas precisam perceber que o mundo não se resume a Estados Unidos da América. A união e a pressão de muitos países é muito mais forte que essa única nação.
O princípio da Soberania teria que ceder para o principio da Dignidade da Pessoa Humana, Prevalência dos Direitos Humanos e por fim Cooperação Entre os Povos para o Progresso da Humanidade. Tudo isso levando em consideração a importância que a floresta tem para o planeta e seres humanos.
Lembrando que o Brasil se submete a muitos desses princípios em Tratados Internacionais dos quais é signatário.
Pode até precisar de 50 Amazônias para solucionar o problema do aquecimento global, mas uma única existente é de relevante e extrema valia e importância.
Outro ponto, o Brasil é sim deficiente em apoio a pesquisas científicas, principalmente em pesquisas que poderiam ser realizadas aqui na região pelas nossas Universidades. O problema é que os investimentos além de serem escassos, são centralizados. Enquanto isso muitos doenças ainda estão sem cura, outras em andamento que nunca chegam à conclusão, e outras que estão sendo realizadas em outros países com essências da Amazônia brasileira, devido à falta de iniciativa do governo em apoiar cientistas da região.
Veja as reportagens a seguir:

http://www.tvcanal1.com.br/tvcanal1/v2/ ... ateria=819
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticia ... 55447/view

Vejo que é com veemência que muitos se põem contra a internacionalização, mas eles vocês sabem daqui? O que sabem dos anseios e problemas pelos quais os amazônidas passam?
Se resolvessem responder, é claro que muitos fariam pesquisas Google e me dariam shows de respostas, mas no fundo não sabem, e nem fazem questão de saber sobre a região que fazem questão não abrir mão.
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Quando falo que a união de muitos países é mais forte que uma única nação, me refiro a união com fim coercitivo e não um a união formal; organizações internacionais como a ONU ou a OEA.
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O que está parecendo é que muitos acham que a Internacionalização se daria de qualquer maneira, mas é claro que não.
Seria por meio de um Tratado que respeitaria todas as formalidades que um Tratado Internacional deve ter, e é claro que seriam asseguradas cláusulas especiais garantindo alguns privilégios aos para os países que a priori a detinham (parte da Amazônia) com exclusividade.
Cláusulas que permitissem, por exemplo, um poder de voto maior em decisões importantes sobre a região.
Nunca defenderia uma Internacionalização, ou mesmo cooperação internacional a esmo sem discussão e debates.
A criação do Tratado seria como uma Assembléia Constituinte, onde haveria reunião das nações para discutirem a melhor maneira dessa cooperação acontecer.
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Confesso que me excedi em algumas passagens e citações, e, mesmo não tendo generalizado, peço desculpas a quem se ofendeu com alguma coisa. Mas vocês hão de entender que o que vocês tomam por brincadeira, para outras pessoas isso pode assumir outro âmbito, o da ofensa.
Pelo visto alguns de vocês fazem parte do grupo de "pessoas cultas e esclarecidas" que mencionei no tópico.
Depois de ler a resposta da Lingel Lovegood parei para refletir, e passei a pensar um pouco diferente, percebi que realmente me precipitei, principalmente pela falta de previsibilidade dos resultados da cooperação internacional.
Devo ser sensato e dizer que realmente "viajei" em algumas partes, mas em outras sei que tenho razão, por isso ainda vislumbro uma pequena possibilidade de viabilidade desse acontecimento.
O motivo que me levou a escrever esse tópico realmente foi a visualização do outro tópico referente ao querido estado do Acre (estado irmão de Rondônia), mas também a soma das ofensas que minha região de várias maneiras recebe. Tudo isso me deixa muito frustrado.
O Brasil é um país muito centralizado em várias questões, e pelo o que vejo o nosso país (se é que poderia dizer assim já está tão distante de nós) se resume apenas a porção sul e parte do litoral, enquanto as outras regiões são deixadas de lado.

São poucos os concursos com a finalidade de eleger um representante do país para alguma modalidade (não me refiro à eleição política) que conta com candidatos de todos os 26 estados e DF, para que de fato o resultado (o vencedor) do tal concurso possa ser realmente o representante do Brasil, pois para isso precisaria da participação de pelo menos todos os estados e DF, sem exceção.

Os quadros Lar Doce Lar e Lata Velho do programa de TV Caldeirão do Hulk são outros exemplos dessa exclusão cultural. Apesar de o apresentador pedir cartas de candidatos de todo o país para participarem dos quadros, em várias edições não me recordo de nenhum participante do Norte e Nordeste, e quiçá do Centro-Oeste. Já que a participação na prática é territorialmente limitada, porque pedir que pessoas de todo o país mandem cartas?

Pesquisas de comportamento, que em sua maioria são muito importantes para conceituação e criação de diretrizes, são realizadas com um número pequeno de pessoas em relação ao total de habitantes do país, mas isso é até tolerável, o problema está na limitação regional da pesquisa, isto é, uma pesquisa que leva um conceito do Brasil como um todo deve ter a opinião e participação de várias regiões distintas (mostrar a diversidade), não digo que entrevistem pessoas dos mais de 5000 municípios, mas ao menos de um município de casa estado, ou cidade satélite do DF.

Meu Prof. de D. Internacional comentou que não são poucos os parlamentares que querem que a Amazônia se dane, e ele tem autoridade para dizer isso. Muito desses parlamentares tem a Amazônia como um peso para o restante do Brasil, por não ser desenvolvida e ter pequena participação na receita nacional.

E não é por falta de empenho de nossos parlamentares que a Amazônia recebe poucos investimentos, mas sim a dependência que eles tem de outros congressistas para a aprovação de projetos de desenvolvimento para a Amazônia. Até mesmo recursos para construções importantes nos perímetros urbanos das cidades da região, o que não exige muita burocracia de questões ambientais.

Saibam que a Câmara dos Deputados é formada de representantes do povo de cada estado e DF (o número de deputados e força dos estados na Câmara é proporcional ao número de habitantes dos estados, sendo assim não tem como comparar o número de deputados de Rondônia com o de São Paulo) e o Senado Federal é composto por representantes de cada estado e DF (sendo assim todos os estados e DF tem o mesmo número de senadores, três, e a mesma força).
Também é importante lembrar que os recursos dos estados daqui são poucos, e ainda tem a maldita corrupção que está presente em todos os setores e regiões do Brasil.
O Complexo Energético do Madeira. Muitos diriam: tá aí um investimento que você tanto diz faltar. Mas não é bem assim. O investimento é muito bem vindo, entretanto os interesses na sua construção não é desenvolver o setor energético da Amazônia para a Amazônia, mas sim para afastar a falta de energia no sul do Brasil, isto é, a energia que será produzida aqui não ficará na região, apenas estão nos usando.
Outra coisa a lembrar: é fato que as pessoas daqui conhecem mais a porção sul do Brasil do que vocês do sul a porção Norte. Graças aos noticiários, programas de entretenimento e telejornais de rede nacional nós conhecemos seus pontos turísticos, seus problemas sociais, seus anseios e comportamento... claro que não conhecemos na mesmo intensidade que vocês, mas conhecemos bem mais do que vocês nos conhecem.
Então é isso pessoal. Ratifico minhas desculpas em caso de ofensa, e faço um pedido: procurem conhecer melhor a Amazônia e os estados que a compõe (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão) tal como outros estados do Nordeste que são tão esquecidos, mas que guardam grandes histórias e riquezas culturais que valem a pena serem conhecidas e apreciadas por todos.
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INGLÊS
I was thinking the last few days and realized that the internationalization of the Amazon would not be something so bad.
Based on the Brazilian Amazon. Not prudent to leave the majority of natural wealth in the hands of a single country, Brazil, a country that may end up completely with the Forest, as it did in the Atlantic, and appears not to have learned the lesson of the importance of natural resources, a country in which the greed and corruption in almost all sectors of its administration.
I think it impuséssemos us some conditions and some adjustments in the way of how you will, the internationalization of the Amazon would be feasible, many countries take care of here, and there would be a game of 'checks and counter weights' between them, one over the other and all care for the preservation and scientific exploration of the Amazon in favor of humanity, with studies of relevant importance for the cure of diseases that threaten the human race. Thing you want to leave the country, our universities are poor, and few teams in the research that has the support of the government to develop. The success of Brazil with important research takes place mainly in most cases, the commitment of researchers, that even with the difficulties to succeed in their work.

The Amazon has great value to all mankind, and not just a country that hold precious, especially when this country is irresponsible. A country that knows no way of accurately monitoring and preventive, to stop the deforestation and burning in the forest, a country where impunity is common, practice in a country that forgets the importance of this region has for the planet.

Despite being a Brazilian, and believe me, I have pride and love of my country because it gives few reasons for this, but the way my region is treated by governments and federal authorities, and also by some inhabitants of southern regions of the cone - the country is sad and appalling. The authorities failed to invest in the region and is popular for doing what I call the "play" to question the existence of the state of Acre, suggesting that it does not integrate or not important enough to be reminded; thing for me only may be one thing: bad field of knowledge of the geography of Brazil. It grieves us to say that here there is only "kill" (Amazon forest), or ignorance to confuse Amazon Amazon, and more, suggesting that we are not civilized and developed.

But go talk about internationalization of the Amazon for some of the cone-south of the country, which will immediately be filled if a false patriotism and put it flatly against internationalization, but ask: what they know about the region? Where is it? States that cover? Which countries are part? Many will not know answer. So why someone might want to you something you do not know and neither would know? And worse, disregard also.

I think it's time the Brazilians know a little better your country and value the Amazon region, as seen in the Internationalization of the Amazon a chance of real investments in the region, many countries with certain people in here and invest here, we would have education, health, structure, responsible development. Thing the Brazilian government and dreams of the offer. Know that buildings important to the region depend on negociatas between government and private, something typical of Brazil.

Already the jewels of the CAP (the construction of two large hydropower in the Rio Madeira at Porto Velho) could be an example of the government's concern with the region and its inhabitants, but the greater interest is only the security of energy to the south of Brazil, given that the energy generated will be passed on to the network continuous cone-south, so that no state of the Western Amazonia receive the energy that is generated in the region. This shows that Brazil acts the same way that many argue that other countries act in the Amazon: with interest in the exploitation of natural resources only.

I may be being hasty, but that is the way the situation is disappointing.

I do not know if it is worth more to sustain the sentence: "The Amazon is ours!"

PS: I do not want to generalize. 'I know we have educated and enlightened people who take the trouble to know the place that humanity will depend on a future that is not very far.

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Well ... t happened as I expected.

Still, I caution the Internationalization of the Amazon, and I imagine that in fact happen cooperation between the countries for scientific exploration and preservation of the forest. Developed countries really did much wrong with its nature reserves, but when the world was not connecting to both the risks that humanity corresponding to global warming and the possible lack of fresh water. The countries will take care of the Amazon, and it will ensure that the above list of "checks and counter weights", that this relationship, which of course is through a rigorous international treaty, a country monitor the other.

They say that Brazil was not the only country in ignorance to destroy a forest, but in actuality is of such ignorance and contradiction, which was once the world agrees to the accelerated destruction of the planet Brazil resolve opinions on environmental issues in the international , while its forests are being destroyed (burned and dropped) at an accelerated pace, and the government: inert.

Not interpret the "play" with the states of the Amazon and in fact games but as offense. All states of the Federative Republic of Brazil are politically equal and none is better than the other, each has its autonomy and the Brazilian state sovereignty. What we should do is to promote national integration, something that many people leave out, minimizing the importance it has to force a nation.

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People need to realize that the world is not just the United States. The union and the pressure of many countries is much stronger than the single nation.

The principle of sovereignty would have to cede to the principle of human dignity, Prevalence of Human Rights and finally cooperation between peoples for the progress of mankind. All this taking into account the importance that the forest has for the planet and human beings.

Pointing out that Brazil is subject to many of these principles in international treaties to which it is signatory.

You may even need 50 Amazon to solve the problem of global warming, but only one is relevant and existing extreme value and importance.

Another point, Brazil is rather poor in support of scientific research, especially research that could be held here in the region by our universities. The problem is that investments in addition to being scarce, are centralized. Meanwhile, many are still without cure diseases, others in progress that never come to the conclusion, and others that are being conducted in other countries with essences of the Brazilian Amazon because of lack of government initiative to support scientists in the region.

See the reports below:

http://www.tvcanal1.com.br/tvcanal1/v2/ ... stick = 819
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticia ... 55447/view

I see it is that many are vehemently against the international call, but you know they here? What do you know the desires and problems for which the Amazon go?

Been solved answer, it is clear that many would do Google searches and I would show the answers, but in the end do not know, and neither are keen to know about the region that are keen not to give.

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When I say that the union of many countries is stronger than a single nation, I mean to end coercive union with the union and not a formal, international organizations like the UN or the OAS.

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What is it that many seem to think that internationalization would be anyway, but of course not.

Would be through a treaty that meets all the formalities which must be an international treaty, and of course that would be provided special provisions to ensure some privileges to countries that had a priori (the Amazon) with exclusivity.

Clauses which allow, for example, a greater voting power on important decisions on the region.

Never defend an Internationalization, international cooperation or even haphazard without discussion and debates.

The creation of the Treaty would be a Constituent Assembly, where there nations meeting to discuss the best way of this cooperation happen.

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I confess that I exceeded in some passages and quotes, and even did not care, I apologize to those who are offended with something. But you have to understand that you take a joke, to others it may take another course, the offense.

Apparently some of you are part of the group of "educated and enlightened people" mentioned in the topic.

After reading the response of Lingel Lovegood stopped to reflect, and began to think a little different, I realized that I actually precipitate, mainly the lack of predictability of the results of international cooperation.

I must be sensible and say that actually "traveled" in some parts, but I know other reason, can see why even a small possibility the feasibility of that event.

The reason that led me to write this topic really was the view of another topic related to the beloved state of Acre (state of Rondônia brother), but also the sum of the harm that my region receives a number of ways. All this leaves me very frustrated.

Brazil is a very centralized country on various issues, and I see our country (if I could say this is as far from us) is all just part and southern part of the coast, while other regions are left aside.

There are few competitions for the purpose of electing a representative of the country for any sport (I do not mean the election policy) that has candidates in all 26 states and DF, so that in fact the result (the winner) of this competition can be the representative of Brazil, because it would need to at least the participation of all states and DF without exception.

Tables Home Sweet Home and heap of the program of the Hulk TV Caldeirão are other examples of cultural exclusion. Although the presenter request letters of candidates across the country to join the tables in many editions I do not recall of any participant in the North and Northeast, and perhaps in the Midwest. Since participation in the practice area is limited, because asking people to send letters across the country?

Search behavior, which mostly are very important for conceptualization and creation of guidelines, are made with a small number of people in the total population of the country, but this is even tolerable, the problem is the limitation of regional research, ie, a search that takes a concept of Brazil as a whole should take the views and participation of several distinct regions (the variety show), do not tell people that interviewed more than 5,000 municipalities, but at least a city of home state or satellite city of the DF.

My Prof. of D. International said that the parliamentarians are few who want the Amazon is dane, and he has the authority to say that. Many parliamentarians have the Amazon as a weight for the rest of Brazil, for not being developed and have little involvement in national income.

It is not for lack of commitment by our parliamentarians that Amazon receives few investments, but the dependence they have to other congressmen for the approval of development projects in the Amazon. Even resources for major buildings in urban perimeters of cities in the region, which does not require much bureaucracy of environmental issues.

Know that the Chamber of Deputies is composed of representatives of the people of each state and DF (the number of members and force the states in the House is proportional to the number of inhabitants of the states, so is not to compare the number of Members of Rondônia with to São Paulo) and the Senate is composed of representatives from each state and DF (and thus all the states and DF has the same number of senators, three, and the same strength).

It is also important to remember that the resources of the states there are few, and still has the damn corruption that is present in all sectors and regions of Brazil.

The Complex of Wood Energy. Many would say: there 's an investment that you both say missing. But not quite. The investment is very welcome, however the interest in its construction is not to develop the energy sector of the Amazon to Amazon, but to prevent a loss of power in southern Brazil, ie the energy that is produced here will not be in region, are only in use.

Another thing to remember: the fact is that most people here know the southern portion of Brazil that the southern portion of you north. Thanks to news, entertainment and news programs of the national network we know their sights, their social problems, their aspirations and behavior ... course not know the same intensity as you, but know more than you in the know.

So this is personal. Confirms my apologies in case of offense, and do a request: looking better and the Amazon states that compose (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso and Maranhão) as other Northeastern states that are so overlooked, but that keep great stories and cultural riches that worth it are known and appreciated by all.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mensagem encaminhada à Central do Cidadão do Portal do Supremo Tribunal Federal

"Estou demasiado triste com esta instituição, a começar pelo ministro que a preside, pois seu posicionamento em casos recentes me decepciona, e não só a mim como muitos brasileiros.

Pra mim o Supremo está cada vez mais perdendo a credibilidade, e isso é o que nos preocupa, pois guardávamos no Judiciário a esperança de bons serviços no organismo público brasileiro.

O que o ministro Joaquim Barbosa falou para o ministro Gilmar Mendes naquele dia era exatamente o que eu gostaria muito de dizer ao mesmo. Principalmente quando diz 'Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país'.

E não sei o porquê, mas que é estranho é, a atitude dos oito ministros que elaboraram uma carta melosa ao ministro Gilmar, me parecendo um grande 'puxasaquismo', ou coisa mais obscura.

Meus cumprimentos ao ministro Joaquim!"

domingo, 5 de abril de 2009

Revista Época insulta Porto Velho

A reportagem é absurda, tal como a forma como a qual foi elaborada (segundo rumores de que a própria filha da entrevistada disse): baseada em um telefonema realizado a uma única entrevistada, e com demasiado exagero em cima das declarações da dona-de-casa.
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Revista Época
30/03/2009 - 17:42

A cidade que não estava lá
Porto Velho, capital de Rondônia, recebe as famílias de trabalhadores das usinas do Rio Madeira com aluguéis exorbitantes, sistema de saúde precário e uma coleção de problemas de infra-estrutura
Por Eliane Brum, de Porto Velho



As famílias dos trabalhadores das polêmicas usinas do Rio Madeira começam a desembarcar em Porto Velho, capital de Rondônia. Encontram uma cidade com aluguéis mais elevados que São Paulo, sistema de saúde precário, rede escolar deficiente, calçadas esburacadas, saneamento básico quase inexistente e lixo para todo o lado. Com a perspectiva de anos de trabalho por lá, os maridos tem de se esforçar para que a mulher não faça as malas e pegue um avião de volta enquanto ele está no trabalho. São funcionários das empresas dos consórcios que constroem as usinas de Santo Antonio e Jirau e não têm escolha, é “vai ou vai”. “Meu marido não me contava a verdade quando falava comigo por telefone”, conta Andrea Rocha Izac, de 37 anos, três filhos. “O bicho é muito mais feio do que eu pensava. Acho que meu marido tinha medo que, se contasse como era, eu não viesse. E ainda nem sei se vou conseguir ficar!”

Nos primeiros anos, na fase de estudos de viabilidade, os homens vinham sozinhos. Desde o final do ano passado, começaram a chegar as famílias. Os problemas de Porto Velho, que sempre foram muitos, multiplicaram-se, acentuados por uma voracidade do setor imobiliário, especialmente, e do comércio em geral. O preço do aluguel de imóveis em Porto Velho triplicaram e hoje tornou-se um dos mais altos do Brasil. “Eles olham pra nós e não enxergam pessoas. Vêem uma notinha de dólar”, desabafa Andrea. “Como vou me sentir bem num lugar que me recebe assim?”

Andrea e o marido, o engenheiro agrônomo Marco Antonio Izac, 39 anos, que trabalha para uma das empresas do consórcio há 17, deixaram uma casa própria de 140 metros quadrados, com três quartos, dois deles suítes, num condomínio fechado de uma área nobre de Cuiabá, no Mato Grosso, a 500 metros de um parque. Conseguiram alugá-la por R$ 1500. Em Porto Velho, o melhor que encontraram foi uma casa menor, distante da área central e das partes mais nobres, também num condomínio fechado, mas cercado de água empoçada há semanas, por R$ 1800. Insatisfeitos, eles procuram outro imóvel, mas apartamentos bem localizados, cujo aluguel valia R$ 1 mil há um ano, hoje custam R$ 2.500. Negociação é uma palavra riscada na cartilha dos agentes imobiliários de Porto Velho. Não precisam dela. Toda semana tem alguém desesperado batendo na porta em busca de casa para morar.

O choque da família Izac aumentou ainda mais depois que o caçula dos três filhos adoeceu. Antonio Jorge, de seis anos, pegou dengue, provavelmente porque a água empoçada ao redor do condomínio é um criadouro de mosquitos. Mas só conseguiu atendimento no quarto hospital – e isso com plano de saúde. A filha mais velha, de 15 anos, está com problemas de adaptação à escola e à cidade. Procuraram uma psicóloga. Depois de esperarem horas pela consulta, foram embora sem que a profissional conveniada tivesse aparecido. Para quem só pode contar com o SUS, a situação já começa a virar caso de polícia. Na edição dominical do jornal O Estadão, de Porto Velho, a manchete era: “Médicos ameaçados de morte nos postos de saúde da capital”. A causa: demora no atendimento.

A educação, para quem pode pagar, é cara. Para quem não pode, há risco de ficar sem. Com três filhos na escola, a família Izac desembolsa, em Porto Velho, 40% a mais no valor das mensalidades em uma escola privada. “É tudo muito feio, muito sujo e muito caro. Eu preciso dizer aos meus filhos que vai dar tudo certo, mas minha vontade é só dormir”, diz Andrea. “Quando meu caçula adoeceu e foi aquele descaso, quase fiz as malas e fui embora.”

As mulheres recém-chegadas encontram-se na casa de Andrea para trocar informações e desencantos. “Conto os dias para ir embora”, diz a dona da casa. “Acho que quando cansar de contar, acostumo.” Ela tem pela frente uma perspectiva de pelo menos sete anos na capital de Rondônia. Animada mesmo, só Odila Pereira. Aos 55 anos, dois filhos adolescentes, Porto Velho é a sétima cidade em que ela desembarca com o marido. Já morou com bebê pequeno em hotel, já passou por todo tipo de perrengue. “A mulher é a pessoa principal nessas mudanças, nós temos de ser o esteio psicológico para o marido, que tem um desafio novo no trabalho, e para os filhos, que estão deixando cidade e amigos”, ensina Odila às mais jovens. “Não é fácil, mas a gente tem de ser forte. Pra mim o que importa é estar com a minha família, mesmo que seja difícil. E é.”

Porto Velho é uma cidade que tem a história tatuada na geografia urbana. Quase não há árvores nas ruas esburacadas, mesmo no centro, o que torna o calor ainda mais opressor. A floresta desmatada é um eco também ali. Diferente de outras capitais amazônicas, quase não se veem índios. Praças e espaços públicos são escassos, as calçadas são desiguais e pontuadas por lixo. A atmosfera é pesada e triste. Não parece um lugar para pessoas. Ou pelo menos para exercer a cidadania. Assemelha-se a uma cidade de passagem. Como definiu um companheiro de viagem, Claudiney Ferreira, “Porto Velho é uma cidade que não é daqui”.

Políticos, empresários e até jornalistas festejam o que está sendo chamado de “crescimento chinês em Rondônia”, que estaria assim imune à crise econômica mundial. Caras e controversas, as usinas hidrelétricas do rio Madeira, vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), custarão cerca de R$ 20 bilhões, com a previsão de injeções polpudas na economia de Rondônia pelo menos até 2013. Mas se a elite empresarial e política de Rondônia aprecia comparar o crescimento com os melhores índices da China, é bom também que perceba as semelhanças com as piores mazelas.

Acostumados a seguir as grandes obras de suas empresas, os trabalhadores mais especializados, que não são substituíveis por mão de obra local, estão assustados com Porto Velho. “Já fiz todos os cálculos”, diz o engenheiro civil Ângelo Leal, 41 anos, coordenador de equipe, em Furnas, uma das empresas que constrói a usina de Santo Antonio. “Se tiver de me mudar para cá com a minha esposa, o custo de vida vai aumentar 40% e a qualidade vai diminuir muito.” Uma casa equivalente ao sobrado que vive em Goiânia e cujo aluguel custa R$ 550, em Porto Velho ele só encontra por R$ 1300. O casal gasta, na capital goiana, R$ 500 mensais em gêneros de primeira necessidade. Segundo a pesquisa de Ângelo, em Porto Velho serão R$ 150 a mais, com qualidade pior. “Sem contar que apenas 20% da água de Porto Velho é tratada e há apenas 3% de esgoto sanitário”, afirma. “Estou aqui há quatro anos, indo e vindo, e me sinto trabalhando em outro país.”

A vida piorou também para quem já vivia em Porto Velho. A estimativa é de que hoje exista um déficit de 2 mil vagas escolares na rede pública. O atendimento nos hospitais chega a dois dias de espera, cirurgias estão sendo adiadas por meses. Na hora de renovar os aluguéis, moradores descobrem que o proprietário quer três vezes mais, apostando nos recém-chegados. O jeito é pagar o mesmo por um lugar três vezes pior e ainda mais periférico. Outra leva de gente vai chegando dos cantos empobrecidos em busca de um cantinho na mais recente das grandes obras amazônicas. O desfecho dessa migração a história já mostrou. Mas com alma de migrantes, que já andaram um bom trecho do país, os que chegaram há anos e os que alcançam hoje a borda de Rondônia, comungam de uma esperança que já virou ilusão em empreendimentos anteriores: a de que a vida vá melhorar com um posto de serviço nas obras de Santo Antonio e Jirau. Ou em algum dos milhares de empregos indiretos prometidos. Sem outra alternativa a não ser buscar, nessa migração eles vão carregando o Brasil nos pés.

Resposta:

Nunca senti tanto nojo ao ler uma reportagem quando li esta: A cidade que não estava lá, de Eliane Brum. O material jornalístico não é imparcial e é tendencioso do começo ao fim.

Porto Velho, terceira capital do Norte do Brasil, lamentavelmente tem sim os problemas citados, entretanto a Sr.ª Eliane os expôs de forma exagerada, e se quer mencionou as razões de estarmos nestas condições, razões estas que envolvem todo um contexto histórico e político. E a julgar pela forma que foi abordada a reportagem essa infeliz profissional não se deu o trabalho de fazer um breve estudo sobre o passado da cidade, talvez se assim tivesse feito saberia escrever algo melhor e mais bem feito. E a julgar pelas fotos que ilustram a reportagem (fotos antigas espalhadas há tempos na Internet, sendo facilmente encontradas em uma pesquisa Google) ela provavelmente nem se quer colocou os pés por aqui.

Os problemas de fato existem, mas Porto Velho, assim como toda a Amazônia não têm apenas isso para mostrar, por aqui temos muita gente boa e ruim, lugares feios e outros que valem apena serem conhecidos; são situações presentes em todo e qualquer lugar. Exceto, claro, na bolha de fantasias de onde devem ter vindo a repórter e a entrevistada fútil e tapada.

Se a Sr.ª Eliane Brum conhecesse tão bem a história do Brasil saberia que os problemas que assolam Porto Velho, assim como em todo o Estado, é decorrente dos vários ciclos de exploração descontrolados na região (ciclos da borracha, cassiterita, diamante, ouro), ocasiões que proporcionaram crescimento populacional, e desenvolvimento desorganizado. Muitos ganhavam dinheiro e iam embora, e Porto Velho ficava com os danos ocasionados por tais ciclos econômicos; sem ter qualquer compensação relevante. E com as obras das hidrelétricas do Madeira, a cidade de Porto Velho volta a ser assombrada por essas consequências.

A repórter, também devia ter levado em consideração que a região Norte do Brasil é a mais esquecida e marginalizada pelos Governos que estiveram à frente país, sendo raros os investimentos feitos em prol da dignidade do pessoa amazônida.

O resto do Brasil vê a Amazônia com os mesmos olhos que (segundo alguns) os outros países a vêem: com interesse nos recursos naturais da região, apenas isso. A construção das hidrelétricas do Madeira é um grande exemplo, tanto que a necessidade de sua existência é a garantia de energia para o Sul do Brasil, uma vez que a energia gerada pelas hidrelétricas irão em rede contínua direto para aquela região. São raras as obras que investem no povo local, ou que garantam melhores condições de vida para os mesmos. A sensação de esquecimento e isolamento é grande.

Outra coisa que devia ter sido esclarecido naquela reportagem é a falta de planejamento que houve com a vinda das hidrelétricas do Madeira, isto é, as obras das hidrelétricas estão a todo vapor, entretanto as obras de infra-estrutura, que deveriam ter ficado prontas primeiro, estão na prática a passos lentos. E a desestruturação da cidade é fruto de anos e anos de abandono e descaso, por parte das autoridades políticas de âmbito Federal e locais. 

Irracional também foi o intento da jornalista em querer de fazer de Porto Velho o pior lugar do mundo. São Paulo por exemplo, é uma megalópole internacional, tida como a maior cidade da América Latina com mais de 450 anos; entretanto, mesmo assim também tem seus defeitos de infra-estrutura, como as enchentes causadas pelo lixo jogado nas ruas, sem falar que São Paulo, tal como outras grandes capitais, também não estão imunes à buracos nas vias, lixo, pessoas mal educadas (parte dos mesmos são preconceituosos e intolerantes com nordestinos e nortistas), dengue, pra resumir, todo dia a imprensa nacional mostra vários problemas que assolam também os grandes centros do país.

A construção das hidrelétricas gerando energia exclusivamente para o cone-sul, só vai fazer que São Paulo, possuidor do maior PIB do Brasil, fique mais forte e poderoso, e Porto Velho fique com os vícios de um crescimento muito rápido e desorganizado, decorrente de uma grande obra mal planejada.

Quanto à entrevistada, sugeriria que procurasse algo melhor pra fazer da vida, em vez de atender certas repórteres para conspirarem contra a cidade que a recebeu. Pelo menos estão sentindo na pele o drama que nós nortistas passamos há anos por estarmos distantes dos grandes centros, e por Porto Velho ter sido uma cidade muito hospitaleira em outras épocas, afinal, é sempre isso o que ganhamos a cada ciclo econômico instigado pelo Governo Federal: salto populacional e nenhuma compensação relevante no tocante a infra-estrutura no local.

Eliane em sua reportagem disse que não viu índio por aqui, mas é claro que os poucos índios civilizados que vivem na cidade não andam com um crachá dizendo o que são, e se ela quisesse mesmo ver índios ela deveria ter visitado nossas florestas. Entretanto é bem provável que a mesma tivesse o pensamento besta de que índios andam nus no meio urbano.

Costuma-se dizer que quem financia a violência são os que compram drogas, quanto ao desmatamento não é diferente: quem financia a destruição da floresta e quem compra madeira irregular. São várias as reportagens-denúncias que mostram caminhões carregados de troncos de árvores, ou madeira beneficiada, irregulares, rumo ao sul do Brasil, que são os principais compradores.

E não se sabe de onde a Sr.ª Brum tirou que a atmosfera em Porto Velho é triste, pois a verdade é extremamente o contrário, pois apesar de todo e qualquer problema o povo portovelhense é alegre e não perde a esperança. E ao dizer que a cidade não parece um lugar para pessoas a jornalista ofende os portovelhenses com tamanha brutalidade. Mas por outro lado talvez a cidade de Porto Velho não seja mesmo um lugar para pessoas... Sim, não é uma cidade para pessoas como ela e a dona-de-casa desocupada, e para tanto a entrada da cidade esta sempre aberta para gente vazia como as duas irem embora. Aliás, por que a dona-de-casa veio? E já que viver em Porto Velho é tão ruim por que permanecem aqui? Vão embora e levem todo de ruim que vocês trouxeram, pois Porto Velho não precisa de gente como elas, garanto que não farão falta, e se for por falta de adeus: Tchau! Vão pela sombra!

Importante esclarecer que as portas da cidade estarão sempre abertas para receber pessoas respeitosas que queiram crescer, trabalhar e contribuir para o progresso de Porto Velho. E tão importante quanto dizer isso, é lembrar que cidade agradece aos muitos imigrantes de bom senso; pessoas de fora que cresceram, progrediram e estão sabendo retribuir, mesmo que defendendo Porto Velho de pessoas pequenas que o máximo que sabem fazer é criticar e insultar a cidade que as recebeu, recebe, e certamente continuará recebendo.

A reportagem da Sr.ª Eliane foi feita com a única intenção de denegrir a imagem de Porto Velho em cenário nacional, tanto que se a mesma quisesse demonstrar profissionalismo, procuraria as famílias de operários da mesma construção, e não exclusivamente famílias de ocupantes de cargos elevados. Também deveria  ter entrevistado portovelhenses de sangue ou de coração para mostrar também o ponto de vista deles, além de entrevistar representantes da Administração da cidade e, ainda, ter procurado saber sobre a origem de tais problemas. Porém o que há são rumores de que a referida jornalista escreveu tal matéria baseada somente num telefonema a uma única entrevistada. E se de fato foi assim que surgiu tal trabalho jornalístico, que crédito essa profissional deve ter? Se é que uma jornalista assim poderá ser chamada de profissional.

A respeito da revista Época, que já não era tão importante, perde ainda mais a credibilidade, pois está demasiado claro que o nível da revista está muito baixo... E com essa reportagem medíocre despenca ainda mais. Como um editor permite que uma reportagem insulte tão gravemente uma cidade inteira? Que uma reportagem tão tendenciosa seja publicada? E você, caro leitor, se realmente costuma dar valor a reportagens feitas com responsabilidade e profissionalismo, sugiro que não assine a Revista Época.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Aumento abusivo da passagem de ônibus em PVH!



Lamentável! O prefeito em exercício de Porto Velho, Emerson Castro, sem titubear, resolveu recentemente aumentar a passagem de ônibus na cidade de R$ 2.00 para R$2.30. O aumento de R$ 0.30 parece ínfimo, mas para quem depende do serviço diariamente esse aumento não é visto com bons olhos.
A razão de ser considerado abusivo esse aumento é o fato das empresas, ou empresa, executar o serviço com péssima qualidade. No aumento anterior da passagem, de R$ 1.80 para R$ 2.00, as empresas e o prefeito prometeram otimizar o serviço, e que isso era uma das razões para o aumento. Mas o que realmente aconteceu foi o inverso, o serviço que já era ruim conseguiu ficar pior.
Antes do aumento anterior havia uma quantidade razoável de veículos com ar-condicionado, a linha Presidente Roosevelt era uma das melhores, sua frota era toda equipada com ares-condicionados, mas depois de aumentarem a tarifa, a qualidade dessa linha caiu drasticamente, isto é, hoje não temos mais uma linha que se possa dizer que "boa". Muitos ônibus estão sucateados, sem falar que muitos deles são sucatas de outras cidades. Em um ônibus a empresa que atua em Porto Velho se quer se deu ao trabalho de tirar os selos com os números dos telefones da Semtran de São Paulo de dentro do veículo. Quanto aos ares-condicionados o que a empresa fez foi tirá-los de vários ônibus, sendo que a promessa era aumentar o número de veículos equipados.

O desrespeito para com os portadores de deficiência física ainda persiste, pois são poucos os ônibus com elevador na porta, lembrando que há muito tempo os deficientes reivindicavam essa atenção. Somente agora que a tal empresa de ônibus comprou alguns ônibus especiais, mas ainda é comum ver deficientes se arrastando com suas cadeiras pelas portas desapropriadas para eles, obrigando-os a ficar a mercê da boa vontade de pessoas que os ajudem.

Além dos ônibus caindo aos pedaços outro grave problema são os condutores e cobradores dos veículos. São poucos deles que usam de educação, mas é uma boa parte deles que são rabugentos e mal encarados. Entre os motoristas temos alguns que não respeitam nem mesmo aos idosos, esses que são seriamente afetados pela falta de qualidade nesse serviço. Muitos já devem ter presenciado um idoso quase cair depois de mal entrar no veículo quando o motorista arranca bruscamente, ou mesmo perceber que ele vê o idoso na parada acenando e resolve ignorá-lo, ou mesmo fechar a porta do ônibus com alguém ainda descendo os degraus, mas, nesse ponto tenho que fazer justiça, não é totalmente culpa do motorista, mas sim da medida inescrupulosa da empresa de ônibus de ter mudado para porta traseira a saída nos ônibus, local de difícil visibilidade para o motorista. E essa medida foi tomada com uma especial intenção, acabar com a figura do cobrador.

Mas isso está com os dias contados, pois a Justiça de Rondônia determinou que a empresa fizesse a mudança, isto é, passe a entrada para a porta de trás e a saída para frente dentro de determinado prazo. E isso parece já estar acontecendo, linha por linha receberá a modificação em sua frota por períodos, até todas estarem regulares. A linha Cohab Floresta será a primeira.

Outro grupo sofre bastante com esses problemas no transporte público, o de acadêmicos. Porto Velho já é considerada por muitos como uma cidade universitária, mas tal empresa de ônibus parece não se tocar disso, pois diariamente, principalmente à noite, muitos acadêmicos utilizam ônibus para se deslocarem às faculdades, e a cada dia é um sofrimento. Muitos acadêmicos trabalham no centro da cidade e se deslocam do trabalho para a faculdade, cansados, estressados, exaustos, mas ainda assim têm que enfrentar ônibus lotados, em pé, e muitas das vezes carregando materiais (só um Vade Mecum pesa horrores). Lembrando ainda que é raro uma viva alma que está acomodada se prontificar a carregar o material de quem está em pé.

As faculdades fora do perímetro urbano de Porto Velho são as mais atingidas pela falta de linhas que as atendam, mas é a Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia quem está em situação mais crítica, pois em relação a outras instituições é a que menos é atendida por linhas de ônibus. Apenas as linhas Ulisses via BR 364 e Candeias atendem a faculdade regularmente, lembrando que a segunda não aceita o cartão Leva Eu.

As linhas especiais universitárias estão sendo insuficientes para atender ao grande número de pessoas que ingressam nas várias faculdades da cidade semestralmente.

Algumas pessoas que têm transporte público como única opção de deslocamento, ao pegar um ônibus se vêem obrigadas, devido a absurda lotação, a viajar em cima do capô do veículo, o que é proibido, mas diante da lotação... vale tudo.

Essa situação chega a ser até mais grave do que parece, pois diante disso as pessoas estão sendo humilhadas, é um tratamento que desrespeita e agride a integridade dos usuários. E muitos deles, que viajam desconfortavelmente na frente dos ônibus, ainda são obrigados a passar pela roleta e pagar pelo serviço desprezível prestado pela empresa.

Outro gravame, agora de responsabilidade da Prefeitura é falto de abrigos nas paradas de ônibus. Muitas paradas não têm, e algumas que têm estão em péssimo estado. E os abrigos que a Prefeitura tem construído não são nada adequados, pois além de mal protegem os usuários do Sol, não protegem nada das fortes chuvas da região. Os abrigos são um "ovo".

Mas é com pesar que tenho que reconhecer que boa parte dos abrigos que estão deteriorados é devido ao vandalismo. Delinquentes, em suas maiorias juvenis, desocupados que não tem o que fazer, e que por débil diversão inventam de estragar algo que é de todos, o que chega a ser até uma burrice, pois o patrimônio que esses vagabundos destroem hoje pode fazer falta pra eles mesmos mais tarde.

Quanto a esse novo aumento, a exemplo do que faz o Congresso Nacional ao votar pelo aumento do salário de seus membros na surdina da noite, ou quando as atenções da o povo estava para a Copa do Mundo ou para a vinda do Papa ao país, o prefeito em exercício de Porto Velho, Emerson Castro, aumentou a tarifa de ônibus durante as férias escolares, talvez receando uma eventual reação de estudantes organizados, a exemplo do que acontece em muitas cidades Brasil afora. Mas isso seria muito pouco provável de acontecer, pois as entidades estudantis de Porto Velho, em sua esmagadora maioria, só existem para arrecadar dinheiro com a confecção de carteirinhas estudantis. A cada começo de ano surgem várias, sempre oferecendo as carteirinhas estudantis que são confeccionadas de qualquer jeito, sem exigir uma comprovação real de que quem está tirando é mesmo um estudante ou acadêmico, bastando apenas uma foto, e, claro, o dinheiro.

Algumas dessas entidades são até apoiadas ou patrocinadas pela própria Semtran, daí já podemos imaginar que tais entidades jamais se voltariam contra uma decisão de aumento da tarifa tomada pela Prefeitura.

A Câmara de Vereadores também tem sua parcela de responsabilidade pela precária prestação do serviço de transporte público em Porto Velho, pois esta instituição que na teoria é muito importante para os municípios, poderia muito bem regular o serviço de transporte coletivo visando a otimização desse serviço, mas infelizmente não o faz, seja por incompetência ou por seus membros terem "rabo preso" com a empresa prestadora do serviço.

Pelo que se observa a Câmara dos Vereadores de Porto Velho apenas faz uma audiência pública aqui outra ali; delibera sobre o orçamento do município aqui e o aumento do salário de seus membros e prefeito ali. Mas poderia fazer muito bem regular o serviço de transporte coletivo da cidade criando medidas simples, ou nem tanto, mas necessárias, lembrando que a empresa pode muito bem arcar com as melhorias no serviço, pois se empresas que atuam na área em cidades do mesmo porte que Porto Velho conseguem oferecer ótimo serviço a baixo custo, porque essa daqui não pode fazer o mesmo?

O Ministério Público de Rondônia é outro órgão que poderia também observar a prestação desse serviço, que visivelmente é de péssima qualidade, e requerer mudanças eficientes para aperfeiçoar o serviço prestado à população, mas, por algum motivo, não se manifesta.

Entre as muitas medidas que devem ser tomadas para melhorar o serviço temos as seguintes: aquisição de mais ônibus equipados com ares-condicionados e portas especiais para deficientes físicos; realização de manutenção periódica das saídas de emergência dos veículos, pois atualmente em alguns deles a alavanca da saída de emergência está torta ou enferrujada; equipar os ônibus com algum meio de comunicação para que os motoristas se comuniquem entre eles e regulem horários; a criação de uma pequena equipe de zeladores em cada ponto final das linhas para realizarem uma rápida limpeza nos veículos a cada "balão"; distribuir melhor as linhas de ônibus na cidade; obrigar a empresa prestadora do serviço a consertar os aparelhos condicionadores de ar dos ônibus, em vez de removê-los dos veículos, o que é feito atualmente; determinar que a empresa ofereça cursos de relações interpessoais e de reciclagem a motoristas e cobradores; criação de abrigos de paradas de ônibus maiores e em diversos lugares da cidade. Outras sugestões poderiam existem, e poderiam se aproveitadas se esses órgãos abrissem espaço para a opinião ou sugestão da comunidade, ou mesmo se aplicassem as sugestões que de alguma forma chegam até eles.

Essas medidas são apenas algumas de muitas que podem ser aplicadas, de maneira que otimizariam esse serviço que é essencial à população, e depois de realmente serem efetivamente executadas, aí sim poderíamos discutir um eventual aumento da tarifa de ônibus, entretanto, a exemplo do já aconteceu, a expectativa é que com o aumento o serviço fique muito... muito pior do que já é.


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•♪ sαiм♂и ●
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