Depois da Amazônia Ocidental ter enfrentado a maior cheia da Sub-bacia Hidrográfica do Madeira, agora o nível do rio em Porto Velho está recuando. Segundo o site da Agência Nacional de Água no último dia 19 de abril o rio registrou 18,24 metros. Vale lembrar que o marco mais elevado foi de 19,74 metros.
domingo, 20 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
THE AMAZONIA ASKS FOR HELP
Several rivers of the western Amazonia are overflowing, and many families are homeless
A princípio foi Porto Velho a primeira cidade a passar por transtornos com o transbordamento do rio Madeira, mas hoje vários afluentes que formam a sub-bacia do Madeira estão muito caudalosos causando enchentes em várias localidades do Estado. A cheia do rio Madeira pôs Porto Velho em estado de emergência desde o final de fevereiro, depois foi a vez dos rios Guaporé e Mamoré encherem repentinamente no mês de março, causando alagações em vários pontos envolvendo os municípios de Cabixi, Cerejeiras e Guajará-Mirim; e agora é o Rio Machado (o maior rio genuinamente rondoniense) que está trazendo transtornos às cidades de Cacoal e Ji-Paraná.
Só em Porto Velho temos milhares de famílias desabrigadas, além de estarmos enfrentado problemas de trânsito (acesso complicado a algumas partes da cidade), transporte (portos fechados, e caminhões parados), órgãos públicos alagados (TRE/RO, Receita Federal...), espaços públicos debaixo d'água (feira do agricultor, shopping popular, praça Madeira-Mamoré, museu ferroviário...), patrimônio centenário ainda mais danificado (acervo histórico da ferrovia Madeira-Mamoré 1907-1912), agravamento de danos ambientais (muitos peixes mortos nas áreas alagadas), saúde pública (riscos de dengue, leptospirose, cólera, e ataques de bichos peçonhentos...), entre muitos outros problemas.
Esta na hora do Brasil se voltar para a Amazônia com o olhar de solidariedade e não o de explorador, como tem sido o costume por tanto anos... Precisamos integrar o Brasil socialmente e culturalmente, ainda mais em momentos como este em que cidades desta região (a mais pobre do país e a mais marginalizada pelo povo brasileiro) precisa de ajuda.
O rio Madeira é o quarto rio mais extenso do Brasil, e o principal tributário da margem direita do rio Amazonas (este por sua vez o mais extenso e caudaloso do mundo). O Madeira também é o principal rio da sub-bacia de mesmo nome, a qual faz parte da grande Bacia Hidrográfica Amazônica.
CONVITE À REFLEXÃO
Se internacionalizar a Amazônia é permitir que o estrangeiro explore nossos recursos naturais, qual a diferença em relação ao que a Amazônia Brasileira vive hoje, a qual tão somente tem seus recursos naturais explorados sem que haja algum zelo pelo povo amazônida?
sábado, 29 de março de 2014
Curitiba comemora seus 321 anos
"Cidade Sorriso"
"Cidade Modelo"
"Cidade Ecológica do Brasil"
Capital das Araucárias"
Curitiba, Capital do Estado do Paraná, comemorou neste dia 29 de março de 2014 seus 321 anos de fundação, em meio a muitas atividades, como apresentações de teatro na Feira da Luz e a abertura do Parque das Pedreiras para show com apresentação do cantor Roberto Carlos.
"Fundada em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba se tornou uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão. Em 1853 tornou-se a capital da recém-emancipada província do Paraná e desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas, manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos, que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje. A cidade experimentou diversos planos urbanísticos e legislações que visavam conter seu crescimento descontrolado e que a levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente. A maior delas foi no transporte público, cujo sistema inspirou o TransMilenio, sistema de transporte de Bogotá, na Colômbia. Hoje, a cidade tem um senso de vida cosmopolita. Entretanto, é a sexta capital mais violenta do país. Curitiba também tem altos índices de educação. Tem o menor índice de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica entre as capitais. O Índice Mastercard de Mercados Emergentes 2008, criado com a intenção de avaliar e comparar o desempenho das cidades em diferentes funções que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro, indicou Curitiba na 49ª colocação entre as cidades com maior influência global. Curitiba também foi citada em uma recente pesquisa publicada pela revista Forbes, como a 3º cidade mais sagaz do mundo, que considera esperta a cidade que se preocupa, de forma conjunta, em ser ecologicamente sustentável, com qualidade de vida, boa infraestrutura e dinamismo econômico. Curitiba é também uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, sendo considerado um dos centros mais globalizados do planeta, recebendo a classificação de cidade global gama - , por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).
Em 29 de março de 1693, o povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba foi elevado a categoria de Vila. Nessa época, segundo Romário Martins, além de Mateus Martins Lemee Carrasco dos Reis, que moravam no Barigui, ainda habitavam uma vila '(…) o capitão Antonio Rodrigues Seixas, escrivão da vila em 1693, em Campo Magro; Manuel Soares e Aleixo Mendes Cabral, no Passaúna, João Rodrigues Cid, no Cajuru, Antônio Rodrigues Cid no Uberaba, etc'. Não existe efetivamente uma data exata da fundação do núcleo Nossa Senhora da Luz dosPinhais, mais tarde Curitiba. Mas, se levarmos em consideração os registros do dr. Raphael Pires Pardinho, Ouvidor-Geral da Vila, em 1721, admite-se o ano de 1661 como oficial." (Fonte: Wikipédia)
domingo, 23 de março de 2014
Cheia do Rio Madeira | 22.03.2014 COMUNIDADE DO BELMONT
Neste último sábado (22.03.2014) o rio Madeira alcançou o nível de 19,43 metros, e continua subindo. Neste dia estive visitando a comunidade da Estrada do Belmont no extremo norte do município de Porto Velho, e lá encontrei muitas casas encobertas pela água do rio Madeira que avança extraordinariamente para suas margens.
A partir do trecho alagado da Av. Farquhar no bairro Nacional navegamos por boa parte da região até alcançarmos a Estrada do Belmont que dá acesso a algumas comunidades no baixo Madeira. É nessa estrada onde encontramos várias empresas de distribuição de combustível (Petrobrás, Ipiranga...) e por onde também costumavam transitar vários caminhões tanque.
A Estrada do Belmont tem início na Av. Lauro Sodré, nas proximidades do Parque Circuito, e percorre vários bairro da Zona Norte de Porto Velho, seguindo ainda mais a norte margeando o rio Madeira, e é justamente neste ponto em que a estrada (e todo seu entorno) hoje encontra-se debaixo d'água. Em alguns pontos a lâmina d'água chega a atingir os dois metros de altura, e com isso várias casas das pequenas comunidades localizadas na região estão totalmente alagadas, inclusive ninguém mais se encontra no local.
Diante da situação várias famílias foram alojadas provisoriamente numa escola pública municipal que está instalada nas dependências do Projeto Missionário JOCUM. Outras foram recebidas por familiares residentes em locais seguros da cidade de Porto Velho.
Esta é a maior cheia que se tem notícia do rio Madeira, e com isso vários pontos do Centro de Porto Velho estão alagados, incluindo inúmeras casas, prédios de órgãos públicos, praças, patrimônis históricos, e muito mais. Muitas outras regiões à margem do rio também estão com sérios problemas, como por exemplo o povoado de São Carlos que está totalmente debaixo d'água.
Outras regiões da Amazônia Ocidental estão sofrendo com as enchentes, pois agora não é só o rio Madeira que está extraordinariamente cheio. O rio Mamoré por exemplo transbordou muito rapidamente nesta segunda quinzena de março, e hoje já traz sérios transtornos para as cidades de Guajará-Mirim/RO e Guayaramerín no Departamento do Beni - Bolívia.
A rodovia BR-364 que em boa parte de seu percurso margeia o rio Madeira, está em alguns pontos encoberta de água, e com isso as cidades de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, assim como o Estado do Acre estão totalmente isolados via terrestre. O trânsito de veículos pequenos e ônibus foi logo proibido, e até pouco tempo era permitido apenas a passagem de veículos de grande porte, como caminhões e guinchos.
Considerando que ainda chove muito nesta região da Amazônia, e que o rio Mamoré é um grande afluente do rio Madeira e também está cheio, possivelmente a situação em que se encontra Porto Velho ainda vai perdurar por um bom tempo.
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