quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aula de Medicina Forense no IML-RO

Hoje (08.06.2010) a aula da disciplina de Medicina Forense, do curso de Direito da Faculdade FARO, aconteceu no Instituto Médico Legal do Estado de Rondônia (IML/RO) em Porto Velho. A aula reuniu os acadêmicos da turma de Direito 76, sendo ministrada pelo Professor legista Genival Queiroga.

Neste dia o IML estava muito movimentado, e nesta aula excepcional tivemos a oportunidade de acompanhar pessoalmente partes da realização de três necrópsias.
Ao adentrar na sala onde acontecem os trabalhos sentimos um cheiro muito forte de carne estragada (ou algo parecido). Já dentro da sala nos deparamos com um dos legistas serrando o crânio de uma vítima com um serrote (de carpinteiro mesmo). O corpo da vítima estava sobre uma mesa especial, e conforme tinha seu crânio cerrado um outro legistava já estava fechando (costurando) o tórax e abdome que fora aberto para as investigações no corpo. O corte nessa região tem um nome muito estranho que não me recordo no momento, mas vulgarmente descrevendo o corte parte de um ombro ao outro, e do pescoço até o púbis, por isso o último nome da palavra composta que nomeia o corte é "pubiana".

Até aí tudo muito normal, porém o não muito comun, e longe do correto, é o ambiente onde tudo acontecia. A sala não conta com ar-condicionado, mas tão somente com um ventilador, o que justificava os legistas suarem tanto, bem como as janelas estarem abertas, e por sua vez o considerável número de moscas. Havia também algo que me parecia um frigorífico, com vários gavetões e em péssimas condições. E imagino que o cheiro fétido que tomava a sala era proveniente desse frigorífico.

Meu professor, legista deste IML, já havia comentado sobre as condições precárias em que se encontra aquele órgão, mas confesso que fiquei muito surpreso, pois o local é pior do que eu imaginava. Penso que os mortos não fazem muita questão de serem manipulados num local assim, porém vejo isso como um grande desrespeito aos famíliares das vítimas, bem como, e principalmente aos servidores que trabalham naquele local.

E pelo que presenciei, os problemas não exorbitam apenas em torno da estrura do prédio, mas também na falta de equipamentos e materiais necessários para os trabalhos, tanto que os legistas foram obrigados a deixar de recolher amostras do corpo de uma vítimas, morta, segundo as declarações por envenenamento, por faltarem materiais de coleta. Sem falar que esse tipo de exame laboratorial ao qual devriam as amostras serem submetidas possivelmente nem seja realizado pela unidade pública laboratorial, no caso o LACEN - Laboratório Central, que por acaso fica a poucas quadras do IML.

O IML não atende apenas vítimas mortas, mas também as vivas que foram vítimas de lesões corporais ou precisam por alguma razão e de alguma maneira serem analisada por um legista médico legal, geralmente por praxe policial ou para produção de prova. Nesse caso, o ambiente onde acontecem as perícias é menos pior que onde acontecem as necrópsias, a sala é pequena e conta com móveis e materias desgastados e muito antiquados.

Agora me questiono se é possível que os Secretários de Estado de Segurança Pública e o atual Secretário de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania não tiveram conhecimento das condições horrendas em que se encontra o Instituto Médico Legal do Estado de Rondônia. Acho muito improvável que os mesmos, inclusive o ex e atual governador não tivessem ao menos notícias de que esse instituto desde há muito tempo está condenado. Muito me admira ainda o Ministério Público Estadual ter se mantido inerte por muitos anos, sendo um dos órgãos usuários dos serviços do IML.

O Governo do Estado de Rondônia foi omisso por muitos anos, e somente no ano de 2009 resolveu construir um novo prédio, no finalzinho do segundo mandato do governador que esteve praticamente por oito anos à frente do estado de Rondônia. O novo prédio está sendo construído nas próximidades do atual, e com muita sorte ele ficará pronto ainda nesse biênio.

É vergonhoso ver o governo do Estado que tanto gosto tratar está área de sua administração dessa maneira. É mais triste e constrangedor se resolver comparar o IML do meus estado com os de outros. Lembrando ainda que absurdamente o IML de Rondônia em Porto Velho abrange na prática todo o estado (capital e interior), e mesmo funcionanando assim há tempos, nenhum governante fez uma obra reparadora significativa no prédio.

Para ecerrar devo admitir que fiquei menos impressionado com os cadáveres abertos do que com as péssimas condições em que os legistas tem que trabalhar.

domingo, 6 de junho de 2010

PrOtEsTo RïVeR | Prédio do Relógio【S.RÏVER】



Protesto Rïver será um espaço onde manifestarei minhas reclamações e críticas, nesta edição apresento as reais e tristes condições do Prédio do Relógio em Porto Velho.A edificação é uma das mais tradicionais do estado de Rondônia, foi construído para sediar a administração da Ferrovia Madeira-Mamoré, mas tarde abrigou outros órgãos, como o 5º Batalhão de Engenharia e Construção.
Hoje funciona no em suas instalações a SETUR - Superintendência Estadual do Turismo.A triste ironia é ver que o prédio abriga o órgão estadual que deveria primar e preservar o patrimônio histórico do estado, no entanto nem se quer dá conta de preservar a edificação em que se encontra, uma das lembranças da epopéia que deu origem a cidade de Porto Velho há quase 100 anos, a incrivel construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
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Protesto Rïver (Protest Rïver) is an area where manifest my complaints and criticisms in this issue present the real and sad conditions of the Prédio do Relógio (Building Clock) in Porto Velho.The building is one of the most traditional of the state of Rondonia, was built to host the administration of the Madeira-Mamoré Railway, it later housed other organs such as the 5th Engineer Battalion and Construction.
Today at work on its premises to SETUR - State Superintendent of Tourism.The sad irony is to see that the building houses the state agency that should excel and preserve the historical heritage of the state, though not even realize that preserving the building is one of the memories of the epic that gave rise to the city of Porto Velho for nearly 100 years, the amazing construction of the railroad railroad.
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Protesto Rïver (Protesta Rïver) es un área donde manifiesto mis quejas y críticas en esta edición presentan las condiciones reales y triste del Prédio do Relógio (Edificio del Reloj) en Porto Velho.El edificio es uno de los más tradicionales del estado de Rondonia, fue construido para albergar la administración del ferrocarril Madeira-Mamoré, que posteriormente albergó otros órganos, como el 5º Batallón de Ingeniería y Construcción.
Hoy en el trabajo en sus instalaciones a SETUR - Superintendente Estatal de Turismo.La triste ironía es ver que el edificio alberga a la agencia estatal que debe sobresalir y preservar el patrimonio histórico del estado, aunque no se dan cuenta de que la preservación del edificio es uno de los recuerdos de la epopeya que dio origen a la ciudad de Porto Velho durante casi 100 años, la construcción del ferrocarril increíble ferrocarril.

S.Rïver
Porto Velho - Amazônia - BRASIL
2010

sábado, 24 de abril de 2010

Estudantes de RO têm direito à metade do "Meia para Todos"


Conforme a Lei nº 2279/2010 os estudantes de Rondônia, portadores de Carteira de Identidade Estudantil/Universiária têm direito a pagar a metade do valor da promoções de "meia para todos" casas de diversões, como os locais que por suas atividades, propiciem lazer e entretenimento incluindo os Parques de Exposições, durante a realização de Feiras ou Exposições Agropecuárias.

Confira o texto da lei:

LEI Nº 2279, DE 05 DE ABRIL DE 2010

DOE Nº 1463, DE 06/04/2010

Dá nova redação e acrescenta dispositivo à
Lei nº 552, de 14 de janeiro de 1994, considerando suas alterações.


O GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º. Os §§ 1º e 2º do artigo 1º da Lei nº 552, de 14 de janeiro de 1994 e suas alterações passam a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 1º..........................

§ 1º. Consideram-se casas de diversão de qualquer natureza, previsto no caput deste artigo, os locais que por suas atividades, propiciem lazer e entretenimento incluindo os Parques de Exposições, durante a realização de Feiras ou Exposições Agropecuárias.

§ 2º. A Carteira de Identificação Estudantil - CIE, será emitida pela União Nacional dos Estudantes - UNE, ou pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES e distribuída pelas entidades filiadas, tais como:

I - Diretórios Centrais de Estudantes - DCES;

II - União Rondoniense de Estudantes Secundaristas - URES;

III - Associação dos Estudantes Secundaristas de Porto Velho - AESP;

IV - Diretórios Acadêmicos - DAS;

V - Centros Acadêmicos - CAS; e

VI - Grêmios Estudantis - GE".

Art. 2º. Acrescenta o § 3º ao artigo 1º da Lei nº 552, de 1994 e suas alterações passam a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 1º ................

§ 3º. Será concedido 50% (cinquenta por cento) de desconto ao estudante, além da meia-entrada, sobre o valor efetivamente cobrado para ingresso em estabelecimento de diversão e eventos culturais, esportistas e de lazer, incluindo os Parques de Exposições durante a realização de Feiras ou Exposições Agropecuárias, sempre que houver a divulgação da frase: "MEIA PARA TODOS"."

Art. 3º. Essa Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Palácio do Governo de Rondônia, em 05 de abril de 2010, o 122º da República.


JOÃO APARECIDO CAHULLA
Governador

A redação original da Lei por ser acessada nos seguintes links:


domingo, 18 de abril de 2010

Primeira Base de Helicópteros de Ataque do Brasil

Foto Ilustrativa
Porto Velho será a primeira base de helicópteros de ataque do Brasil, e hoje (17/04/2010) foram recebidos os primeiros três helicópteros de tecnologia russa, na cerimônia realizada na Base Aérea de Porto Velho, as aeronaves foram batizadas pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim, que ao invés de champanha, foi usado cachaça (da fábrica da FAB em SP).Os três helicópteros vieram para Porto Velho desmontados, dentro de um avião numa operação sigilosa.

Uma equipe de russos está em Porto Velho, e aqui permanecerá até que chegem todas as aeronaves previstas.Os primeiros pilotos que operaram os helicóptores no Brasil, foram treinados na Rússia, e um equipe de pilotos militares brasielrios ainda estão naqueles país, que retornará em agosto, junto com mais helicópteros.

A idéia desse investimento é garantir primordialmente a defesa do espaço aéreo brasileiro na região fronteiriça amazônica.